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A Coordenadoria de Vigilância em Saúde do Estado descartou neste sábado, 28, que o paciente internado no Hospital da Criança e do Adolescente esteja com febre amarela urbana, forma da doença considerada erradicada desde 1942 no Brasil. A criança, de 7 anos, tem na verdade febre amarela silvestre, caso mais comum de ser encontrado na região Amazônica, especialmente em ilhas do Pará. A afirmação contraria uma informação divulgada pelo próprio governo do Estado. 

O garoto está internado desde 17 de março em Macapá depois de chegar de viagem.  “A criança é residente do município de Gurupá (PA) e acreditamos que ele tenha contraído a doença em seu município em fevereiro, porque ele está doente desde essa época. A febre amarela silvestre é contraída nesses tipos de localidade (rural), a urbana é na cidade, onde existe cobertura vacinal, por isso não temos casos desde 1942”, explicou o coordenador de Vigilância em Saúde do Estado, Clóvis Omar.

A febre amarela urbana é transmitida pelo aedes aegypti, e a silvestre por outro tipo de mosquito. “Em décadas passadas tivemos surtos com vários óbitos nas ilhas do Pará. Ainda hoje é comum aparecer um ou dois casos, mas sem gravidade”, frisou, descartando o risco de um surto.

Na sexta-feira, 27, a assessoria de imprensa do Governo do Estado emitiu nota dando como certo que o caso se tratava de febre amarela urbana 73 anos depois do registro do último caso no Brasil. A nota também afirmava que o Laboratório Central do Estado (Lacen) tinha confirmado o caso após uma investigação sorológica, e que exames complementares seriam feitos pelo Instituto Evandro Chagas, em Belém (PA).

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