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A Azul Linhas Aéreas vai iniciar em agosto um voo regular entre Macapá e Caiena, na Guiana Francesa. A informação foi confirmada pelo senador Randolfe Rodrigues (Psol) depois de uma conversa com o presidente da empresa, Antonoaldo Neves. Randolfe fez o anúncio na manhã desta segunda-feira, 30, durante reunião com representantes do setor turístico (agências, donos de hotéis) promovida pelo senador Davi Alcolumbre (DEM-AP).

A companhia brasileira terá dois voos semanais que já estão autorizados pelos órgãos de aviação do Brasil e da Guiana Francesa, e será o primeiro da Azul para um país estrangeiro.

A empresa já havia mostrado interesse de fazer a rota, mas fazia uma exigência quanto ao imposto cobrado sobre o querosene de aviação, uma das taxas mais altas do Brasil. O senador Randolfe chegou a promover uma reunião com setores do comércio e do turismo, conversou com a empresa e com a Secretaria de Indústria e Comércio para tratar sobre a redução do imposto, mas não houve retorno do governo estadual.

Serão dois voos semanais saindo do aeroporto de Macapá

Serão dois voos semanais saindo do aeroporto de Macapá

“A confirmação desse voo internacional a partir de Macapá é mais uma prova de que é possível investir no Amapá, gerar renda e emprego. Os governos do Maranhão e do Pará reduziram suas taxas de ICMS sobre o combustível de aviação”, explicou o senador, ressaltando que não existe perda para o estado. Pelo contrário, vai acontecer o fomento do turismo, um dos grandes potenciais do Amapá.

Desoneração

O governo do Maranhão que cobrava 25% de imposto sobre o combustível de aviação, reduziu essa alíquota para 17% para empresas que operarem em um aeroporto maranhense, de 12% para operações em dois aeroportos e 7% para três ou mais aeroportos ou promoção de voos internacionais a partir do Estado. No Amapá a alíquota é de 25%.

Em Brasília, o cenário era semelhante ao amapaense, mas com redução de 25% para 12%, houve um crescimento na oferta de 56 novos voos e um aumento de 24% no consumo do combustível. Além disso, houve um incremento no turismo local. Nosso vizinho, o Pará reduziu de 17% para 7%, uma renúncia fiscal de R$ 7,2 milhões anuais.

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