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A escola Barão do Rio Branco, a primeira construída em alvenaria em Macapá, está com 69 anos de existência. Deveria ser uma instituição valorizada pela experiência e o prédio respeitado como patrimônio histórico, mas o prédio encontra-se em completo abandono há mais de um ano. As portas foram fechadas para uma reforma que nunca começou.

Mato toma conta de tudo

Mato toma conta de tudo

Desde dezembro de 2013, os 630 alunos do ensino fundamental e 45 professores da escola estão em um espaço alugado pela Secretaria de Estado da Educação (Seed) na Avenida Iracema Carvão Nunes com a Rua Tiradentes, no Centro de Macapá. “A escola formou um comissão para acompanhar a reforma. No ano passado tivemos a informação de que o projeto estava concluído apenas esperando licitação”, disse a coordenadora pedagógica da escola, Kátia Pinheiro.

Escola nos anos 60

Escola nos anos 60

Laboratório abandonado

Laboratório abandonado

Segundo os professores, a escola estava com a estrutura física comprometida. Até as paredes estavam rachadas. Além disso, não possui acessibilidade, o que vinha prejudicando a vida de alunos com deficiência física. Mas o grande problema é que a antiga construção é patrimônio tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e precisa passar por inspeções antes de qualquer reforma.

De acordo com a Seinf, o projeto está pronto, mas ainda será necessário fazer o orçamento da obra de ampliação, reforma e adaptação, para então abrir licitação. Ou seja, por enquanto, a escola continuará interditada. Pelo projeto, o antigo cinema que funcionava dentro da escola será transformado em um museu.

A primeira escola

A escola Barão do Rio Branco foi primeira escola construída em alvenaria em Macapá na década de 1940. Foi inaugurada em 13 de setembro de 1946, pelo então governador do Território Federal do Amapá, capitão Janary Nunes.

“A escola é a pioneira da educação do Amapá. Ela nunca passou por reformas, mas sim por processos de ampliação que, inclusive, descaracterizaram a construção inicial. Essa história precisa ser resgatada”, ressaltou o historiador Doval de Brito.

Enquanto nenhuma solução é dada, a escola vai perecendo pela ação do tempo e do abandono, conforme mostram essas fotos. Salas de aula, laboratórios, tudo sendo deteriorado pelo tempo e descaso.

Prédio alugado onde a escola funciona

Prédio alugado onde a escola funciona

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