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Os funcionários do Campus II da Universidade do Estado do Amapá (Ueap), na Avenida Procópio Rola, paralisaram as atividades na manhã desta terça-feira, 10, em protesto pelas péssimas condições da instituição. Além de atraso no pagamento dos salários de terceirizados, o prédio tem sérios problemas. Quando chove, goteiras que mais parecem cachoeiras alagam salas e laboratórios.

Os trabalhadores administrativos e da área de manutenção ganharam o apoio dos estudantes. “Não temos como fotocopiar documentos. Os funcionários terceirizados não recebem há 4 meses, a vigilância também. E a biblioteca está fechada, não tem água nos bebedouros e quando chove molha tudo aqui dentro”, descreveu Marlon Vaz dos Santos, do Diretório Central de Estudantes (DCE).

Bebedouro interditado. Foto: Marlon Vaz

Bebedouro interditado. Foto: Marlon Vaz

Uma das reivindicações dos manifestantes é o repasse de R$ 15 milhões do Governo do Estado para os três campus da Ueap que concentram pesquisa, ensino e extensão.  O valor é utilizado para manter a estrutura e a folha de salários. Mas, segundo os professores, o dinheiro não deve ser repassado a partir desse mês por determinação do Governo. “Este ano o governo decidiu não pagar, ou seja, nossa estrutura vai ser consumida quase 90% para as demandas financeiras e o prédio vai cair sobre nós. Essa paralisação é uma ação conjunta do campus 2 inteiro. Não tem condições de trabalhar ou estudar aqui”, ressaltou a professora de filosofia, Dilnéia Couto.

Para retomar as atividades ainda nesta semana, professores e alunos exigem do governo o pagamento dos servidores terceirizados da limpeza e vigilância. Eles exigem ainda o repasse do orçamento da universidade, além de de diálogo para a renovação de mais de 30 contratos de professores, e a reestruturação do prédio do campus. 

Hoje a Ueap possui 96 professores distribuídos em três polos, sendo que a maioria, 56%, são contratos administrativos que ainda não foram renovados.

O reitor da Ueap, Perseu da Silva Aparício, admitiu os problemas, e informou que os reparos no prédio só poderão ser realizados agora porque apenas na semana passado é que o orçamento do Estado foi aberto. Além disso o pagamento das empresas de manutenção e vigilância deverá sair no máximo até a próxima sexta-feira.

Protesto pela renovação de contratos e manutenção do prédio

Protesto pela renovação de contratos e manutenção do prédio

 Sobre a falta de professores, o reitor informou que o governo já autorizou a renovação dos contratos. “São 24 professores, dois bibliotecários, 2 técnicos em libras, e o governador Waldez autorizou a contratação de mais 11 professores. Todos estarão dando aulas no máximo até o dia 10 de abril”, informou o reitor.

As aulas já começaram na Ueap, mas com a falta de professores a ideia é fazer com que os educadores que estão na universidade ministrem aulas em todos os horários disponíveis antecipando conteúdo. “Quando os novos professores chegarem, os que já estavam dando aulas cederão seus horários para que os novos possam atualizar conteúdo”, explicou Aparício.

 

 

 

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