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Entrou nesta sexta-feira, 6, o segundo dia de julgamento dos 4 réus acusados de matar com 20 tiros, em um ramal da Ilha Mirim, na Zona Norte, o agente penitenciário Clodoaldo Brito Pantoja, de 40 anos. Na quinta-feira, primeiro dia julgamento, 8 testemunhas de defesa e acusação foram ouvidas. Hoje, três réus serão interrogados e a sentença tem previsão de ser proferida até às 22 horas.

Nesta tarde ocorrerá o debate entre defesa e acusação

Nesta tarde ocorrerá o debate entre defesa e acusação. Fotos: Cássia Lima

De acordo com o inquérito do Ministério Público do Amapá (MP-AP), a vítima teria sido executada em 2012 por ordem de detentos do Iapen irritados com a postura rígida de Clodoaldo nas inspeções da penitenciária. Entre as testemunhas ouvidas ontem, estavam agentes, peritos e policiais.

Nesta manhã, o réu Wagner João Oliveira Melônio, de 36 anos foi o primeiro a ser interrogado por 1 hora e 44 minutos pelo promotor Eli Pinheiro. Em seguida, Wesley Alves da Silva, de 19 anos foi interrogado por 46 minutos.

E no fim da manhã, Luis Carlos Silva Teixeira, de 34 anos, também prestou esclarecimentos do caso para o promotor do MP e advogado de defesa, Mauricio Pereira. O julgamento de Ismael Carlos Landes Nicolau, que está foragido, foi desmembrado a pedido do advogado dele, Antônio Soares. Ele deverá responder outro processo de citação por edital. Os réus são acusados de homicídio duplamente qualificado, porte ilegal de arma de fogo e formação de quadrilha.

À tarde será a vez do debate oral da acusação e defesa. Cada parte tem duas horas e meia de explanação da tese, podendo haver réplica de uma hora.

Após as apresentações de ambas as partes, os sete jurados votarão. Podendo por 4 votos a três condenar ou absorver os acusados. A leitura da sentença deve ser feita pelo juiz do caso, Luiz Nazareno Hausseler, até às 22 horas desta sexta.  

 

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