Compartilhamentos

A briga pela direção do maior sindicato de categoria do Estado ganhou mais um capítulo nesta quinta-feira, 5, com a divulgação da decisão judicial que afasta da presidência do Sinsepeap o professor Aroldo Rabelo. A decisão foi da juíza Keila Christine Banho Bastos Uitzig, atendendo ação movida por um professor.

Aroldo Rabelo foi considerado suspeito para conduzir um novo processo eleitoral no lugar da eleição realizada no ano passado e que foi cancelada pela Justiça. Pelo menos cinco irregularidades foram detectadas, mesmo assim o processo eleitoral foi levado adiante. Na avaliação da juíza Keila Uitzig, das cinco irregularidades encontradas no processo eleitoral apenas uma já seria suficiente para resultar na anulação. “Incorreu em censurável desídia ao permitir um pleito eleitoral com tantas irregularidades”, diz a magistrada em sua decisão.

Estima-se que no máximo 4 mil professores votaram, de um universo de 13 mil

Estima-se que no máximo 4 mil professores votaram, de um universo de 13 mil

Aroldo teria se beneficiado da anulação para permanecer à frente da entidade, e por isso não poderia conduzir a entidade em um novo processo eleitoral.  “Nesse sentido, ressalto que a sua permanência no cargo certamente ira gerar desconfiança quanto ao procedimento do novo processo eleitoral do sindicato”, afirmou a magistrada na decisão. A ação foi ajuizada por José Furtado Eduardo da Costa. A decisão é liminar, e ainda cabe recurso.

A eleição cancelada foi realizada em junho. Dos 13 mil professores sindicalizados e aptos a votar, apenas 4 mil foram às urnas. A nova eleição deveria ter sido realizada de novo em agosto do ano passado, mas acabou sendo suspensa pela mesma juíza também por suspeitas de irregularidades. 

Em nota, o presidente afastado disse que tanto ele quanto a diretoria foram eleitos democraticamente, e que a decisão da Justiça prejudica as mesas de negociação salarial abertas em várias frentes, além ser ruim para a própria imagem do sindicato.

Compartilhamentos