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Desde o dia 10 de março a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) proibiu o uso de aparelhos celulares na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) Neonatal da maternidade Mãe Luzia, no centro de Macapá. A determinação, segundo a Sesa, é do Ministério da Saúde e está em vigor de 2002, mas nunca havia sido cumprida. O objetivo é reduzir o número de infecções hospitalares que coloca o Amapá em terceiro lugar no ranking nacional. Muitos pacientes não gostaram da norma, mas a Sesa informou que a determinação poderá ser estender aos demais hospitais do Estado.

No início do mês um vídeo feito pelo pai de um bebê mostrou o flagrante de falta de energia dentro da maternidade Mãe Luzia. O hospital passou cerca de 40 minutos às escuras. O problema atingiu a Unidade de Tratamento Intensivo Neonatal, que concentra equipamentos necessários para dar suporte às funções vitais dos bebês prematuros.

Secretário adjunto Fernando Nascimento: é para evitar contaminação

Secretário adjunto Fernando Nascimento: é para evitar contaminação

De acordo com a Secretaria de Saúde, a norma não tem nada a ver com o fato de familiares filmarem as condições do hospital, mas sim o estresse e interferência de sossego causado aos recém-nascidos. Atualmente, a UTI da maternidade Mãe Luzia possui 16 leitos, todos ocupados.   

A determinação é prevista em lei pela Norma Regulatória (NR 32) de 2002 que proibe o uso de aparelhos telefônicos, jóias e prendedores de cabelo na UTI Neonatal por familiares e profissionais da maternidade. “Naquele ambiente estão crianças que são super sensíveis. Que nasceram prematuras e que estão tentando ganhar defesa imunológica. Então, isso é um meio de contaminação que queremos evitar”, defendeu o secretario adjunto da Sesa, Fernando Nascimento.

Apesar da justificativa, muitos acompanhantes acreditam que a norma é para tentar camuflar os problemas do hospital. “Se fizesse mal mesmo, o bebê da minha sobrinha teria morrido aí no mês passado. Se a justificativa é não contaminar, por que os enfermeiros saem e entram com a roupa de trabalho? Isso também não contamina?”, desabafou a aposentada Maria de Lourdes Farias, de 61 anos, que visitou uma sobrinha na maternidade.

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