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A luta da comunidade LGBT é algo constante na sociedade atual. O preconceito está na mídia, na escola, comunidade acadêmica, religiosa e até dentro de casa. O problema atinge cada lésbica, gay, bissexual e travesti de forma física e psicológica. Isso explica a união das várias organizações para o combate às ações agressivas do meio social. Porém, hoje a luta não se baseia mais somente na união, e sim na politização dos representantes dessas causas.

Cartaz de chamada para o evento

Cartaz de chamada para o evento

Na busca dessa politização, a comunidade LGBT do Norte do Brasil realiza nos próximos dias 26, 27 e 28, no Macapá Hotel, o 1º Encontro Regional da Juventude LGBT (Enjuv). O evento enfatiza, entre outras demandas, a união de militantes politizados sobre as causas comuns para os gêneros. “Hoje percebemos que não cabe apenas se juntar às causas. O que queremos é que cada ator social tenha conhecimento político para debater os problemas e possam servir de disseminadores, não só da historicidade da luta LGBT, mas também dos debates sociais travados a cada dia”, afirmou o presidente da Associação Amapaense LGBT, André Lopes.

O evento foi dividido em duas etapas. Na primeira, a questão médica estará em evidência através da palestra do representante do Ministério da Saúde, André Lemos, que vai tratar das políticas de saúde voltadas para a participação e o controle social feito pelo Sistema único de Saúde. Haverá debate sobre o impacto da Aids na juventude e a discussão de estratégias para a implementação de políticas nacionais de saúde para a comunidade LGBT.

Programação dos três dias de evento

Programação dos três dias de evento

Em um segundo momento o debate será sobre a história do movimento LGBT na sociedade brasileira e mundial. “Nesse segundo momento será traçado um panorama das conquistas e lutas da comunidade para os militantes. O objetivo é formar novos atores sociais que possam disseminar a mensagem, um caminho crucial para se conseguir mais espaço nas políticas públicas. Precisamos de uma comunidade antenada com os anseios de uma sociedade que busca justiça e igualdade”, acrescentou André.

O evento também vai contar com a presença de representantes da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), maior associação de gêneros da América Latina, com cerca de 310 organizações filiadas. Grupos do Acre, Pará, Amazonas e Amapá já confirmaram participação. O evento será aberto ao público que queira assistir as palestras e também ficar por dentro das demandas apresentadas. O evento acontece no Macapá Hotel iniciando às 9 horas da manhã.

 

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