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A comunidade católica, historiadores e pesquisadores avaliam que o projeto de lei aprovado esta semana pela Assembleia Legislativa é o primeiro passo no possível processo de tombamento da bicentenária Igreja de São José. A projeto aprovado é de autoria do deputado Moisés Souza (PSC). A criação da lei,  que ainda precisa ser sancionada pelo governador Waldez Góes (PDT), teve a articulação da Confraria Tucuju e ganhou apoio do bispo de Macapá Dom Pedro Conti.

A aprovação marcou o início de uma campanha em prol do tombamento. O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) já tinha rejeitado a certificação por entender que reformas na época em que o Amapá era território federal descaracterizaram o prédio mais antigo do Amapá, especialmente a frente da igreja.

Apesar dos problemas estruturais, a antiga ainda é muito frequentada

Apesar dos problemas estruturais, a antiga ainda é muito frequentada

A antiga catedral é do século XVIII, foi iniciada em 1752, apenas seis anos antes da criação da Vila de São José de Macapá, e inaugurada em março de 1761. A igreja possui um santuário de relíquias como a imagem original do padroeiro São José; obras de arte de autoria do padre Lino, como “Os Desterrados” e “São José Carpinteiro”; e as lápides mortuárias de alguns pioneiros e seus familiares.

Encontro das bandeiras durante o Ciclo do Marabaixo. Fotos: Confraria Tucuju

Encontro das bandeiras durante o Ciclo do Marabaixo. Fotos: Confraria Tucuju

Apesar da riqueza que guarda, a igreja apresenta rachaduras que já foram analisadas pelo Corpo de Bombeiros que recomendou a imediata reforma. “A Confraria, o Bispo Dom Pedro, católicos e pioneiros, fomos recebidos na Assembleia e o PL do Tombamento foi aprovado. Falta agora a sanção do governador Waldez Góes. A Câmara Municipal também se manifestou. Esperamos que após o tombamento estadual venha o tombamento municipal, até alcançarmos o federal, da alçada do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). Sabemos que não será fácil, mas é o caminho mais seguro para a restauração e preservação do nosso patrimônio histórico”, disse a presidente Telma Duarte. 

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