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Continua foragida a menor de 17 anos acusada pela polícia de ter participado do assassinato do estudante Júlio Natan Costa, de 15 anos, morto em frente a Casa do Artesão no dia 29 de novembro de 2013 com uma facada no pescoço. A outra menor, de 16 anos, que teria desferido o golpe fatal no garoto, ainda cumpre medida socioeducativa. O crime teria sido motivado por ofensas no Facebook.

Segundo as investigações da Delegacia de Atos Infracionais (Deiai), as duas adolescentes e mais setes garotos agrediram Natan no Parque do Forte durante um festival cultural que acontecia naquela noite na praça. O estudante conseguiu fugir e sentou para descansar em frente a Casa do Artesão, quando foi surpreendido com um golpe no pescoço. Ele morreu no local.

No Facebook uma página é alimentada por parentres e amigos de Natan

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De acordo com o delegado que apurou o caso, Plínio Roriz, a menina que deu a facada não confessou o crime, mas testemunhas alegam que ela é autora da facada que tirou a vida de Natan. “A jovem de 16 anos que está presa não admitiu que o matou, mas disse que ficou muito zangada por causa de umas postagens que ele fez no Facebook sobre ela. Testemunhas alegaram que a viram deferindo o golpe no pescoço do Natan. Ela tem um teto de três anos para cumprir a pena”, informou o delegado. 

Umberto, pai de Natan: agressora presa, filho morto

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A segunda menor que participou do crime continua sendo procurada pela polícia, mas até a mãe alega não ter notícias dela. “Segundo a mãe, depois do crime ela teria fugido de casa. Hoje ninguém tem conhecimento de onde ela está”, frisou o delegado.

Sonhos

As supostas postagens ofensivas direcionadas a adolescente não foram encontradas na página da vítima no Facebook. Natan gostava de rock e violão. “Ao contrário do que falavam, meu filho nunca chegou a namorar com nenhuma dessas meninas. E mesmo que tivesse, não haveria motivos para um crime tão covarde. Uma das agressoras está solta e meu filho morto”, lamentou o consultor de empresas Umberto Lima de Sousa, pai de Natan.

Passado mais de um ano, amigos e parentes ainda mantém no Facebook uma página intitulada “Júlio Natan não será esquecido”. O jovem que sonhava em ser guitarrista e montar uma banda de rock tinha ido ver uma apresentação no Festival “Quebra Mar”, quando foi assassinado. Ele também queria cursar filosofia e seguir os passos do pai como consultor de empresas.

 

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