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A família de um paciente internado no Hospital de Emergência acusa o hospital de omissão. Antônio Ferreira da Cruz, de 75 anos, está há 25 dias internado por causa de um dedo do pé direito necrosado. Hoje o lado direito do corpo dele apresenta sinais que também parecem necrose. Segundo familiares, o hospital não tem remédio, além de não oferecer atendimento médico adequado para o idoso. A administração do HE afirmou que não existe descaso com nenhum paciente e que a família de seu Antônio não procurou a direção para falar do caso.

O lado direito do corpo do seu Antônio também apresenta sinais de necrose

O lado direito do corpo do seu Antônio também apresenta sinais de necrose

 De acordo com o primeiro laudo médico, Antônio precisaria amputar o dedo, mas devido a problemas de hipertensão e diabetes, a cirurgia não chegou a ser marcada. “Eles dizem que vão operar, mas não fazem nada. Meu avô vive tomando dipirona. Outro dia um médico nos disse que do jeito que está meu avô vai ter que amputar a perna”, declarou Ana Caroline da Silva, de 19 anos, neta de seu Antônio.

O lado direito do corpo do idoso, da ponta dos pés até o tórax, apresenta marcas pretas. A situação dele, segundo a família, só piorou no hospital. Os familiares reclamam que um médico de plantão dá um laudo, enquanto que o do outro plantão diz totalmente o contrário.

Antônio está internado no leito 14 da extra enfermaria do hospital. Ele é um dos 25 pacientes que aguardam cirurgia ortopédica. No caso de seu Antônio, é fundamental a realização de dois exames: arteriografia e angio-TC, exames necessários para detectar artérias coronárias através de um contraste periférico no coração. Os exames podem ser realizados em 10 minutos cada, mas não são ofertados pelo serviço público. “Só um exame custa R$ 700. Não temos como pagar. Além disso, questionamos se realmente é necessário, já que meu avô nem tem atendimento direito”, reclamou a neta.

O caso foi denunciado para a OAB/AP que já solicitou uma reunião com a direção do HE. Mas, por enquanto, a seu Antônio só resta esperar.

A administração do HE informou que a família não procurou o hospital para expor o problema (como se precisasse). Segundo a administração, não existe descaso com nenhum paciente. O que pode acontecer é a demora de exames que não são feitos na rede pública devido a burocracia. Sobre o estado de saúde do seu Antônio, a administração ficou de se pronunciar nesta sexta-feira, 27.

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