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A Defesa Civil do Amapá anunciou que deve ser prorrogada a situação de emergência no município de Oiapoque, a cidade campeã brasileira de casos da febre chikungunya. Mas os esforços e recursos mobilizados para combater o mosquito transmissor da doença as vezes esbarram na negligência do próprio poder público. Se o inseto precisa de água parada para se multiplicar, a piscina abandonada na principal escola de Oiapoque é o criadouro ideal para isso.

Piscina agora será usada para treinamentos de equipes de resgate

Piscina agora será usada para treinamentos de equipes de resgate. Fotos enviadas por morador de Oiapoque

 

Até a última segunda-feira, 23, haviam sido notificados 2.332 caos de chikungunya. Desse total, 2.185 foram confirmados. Por enquanto ainda não houve óbitos, mas o período de recuperação, em função dos fortes sintomas (dores no corpo, principalmente), impedem as pessoas de continuar trabalhando, o que forçou o governo do Estado a distribuir cestas básicas e incluir famílias em programas sociais.

A situação de emergência em Oiapoque foi decretada no fim do ano passado e expira nesta quinta-feira, 26. O decreto, que precisa ser assinado pela prefeitura e homologado pelo Estado, facilita ações e acesso a recursos para compra emergencial de material usado na prevenção.

No início deste mês a Secretaria de Saúde do Estado repassou R$ 600 mil para que a Defesa Civil e Corpo de Bombeiros utilizassem no combate ao mosquito.

Apesar de todos os esforços, moradores de Oiapoque estavam convivendo com um imenso tanque de criação de mosquitos num lugar onde menos se esperava: uma escola pública.

Na terça-feira, 24, depois de receber denúncias, a Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros foram até o local e lavaram a piscina. “Agora vamos ficar tratando a água para usar a piscina em nossos treinamentos”, adiantou o secretário da Defesa Civil no Amapá, coronel Janary Picanço.

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