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A Defesa Civil Estadual já monitora seis regiões que podem sofrer com enchentes a partir da madrugada de quarta-feira, 18, até o dia 25 de março. Segundo o alerta dos meteorologistas e da própria Marinha, os rios Amazonas, Araguari, Calçoene, Jari e Oiapoque podem subir até 3,5 metros devido à maré alta, lua nova e muita chuva. O Distrito do Bailique e a praia do Goiabal também podem ser atingidos.

A Defesa Civil prevê que no Bailique, por exemplo, 30 residências e mais uma estrutura de prédios públicos serão tragados pela força da maré. Em Calçoene uma estrutura da prefeitura corre o risco de desabar. “O avanço das marés nas áreas costeiras é um fenômeno mundial. Não podemos lutar contra a natureza. Existem estudos apontando que não haja a construção de estruturas fixas próximas as orlas, mas ninguém dá a mínima para isso. Então, temos que enfrentar as consequências”, informou o secretário executivo da Defesa Civil Estadual, coronel Janary Picanço.

No interior do Estado algumas regiões já estão inundadas

No interior do Estado algumas regiões já estão inundadas

Equipes da Defesa Civil e Corpo de Bombeiros já estão monitorando os municípios de Serra do Navio, Pedra Branca, Itaubal, Ferreira Gomes, Oiapoque, Laranjal do Jari e Calçoene. Outra equipe deve viajar ainda hoje para monitorar as águas do Distrito do Bailique. De acordo com a Defesa Civil, as marés vão subir por causa da cheia do Oceano Atlântico que deve represar os rios no continente até dia 23. Depois disso começa o período de vazante.

A Defesa Civil já monitora pelo menos seis municípios

A Defesa Civil já monitora pelo menos seis municípios

Em algumas regiões já existem famílias desabrigadas. É o caso do município de Pedra Branca, onde 25 famílias da comunidade do Cachorrinho já foram remanejadas de suas casas. Em Ferreira Gomes cinco famílias que residem na orla da cidade já foram para casas de parentes. Em Serra do Navio e Itaubal estima-se que pelo menos 10 famílias já foram afetadas.  

Segundo o Núcleo de Hidrometeorologia do Iepa, do dia 18 à 25 de março pode chover mais de 50 mm nesses municípios. “Esse aumento das águas não deixa de ser influenciado pelo descongelamento dos polos. Nosso caso é mais grave, já que o Oceano Atlântico está à nossa porta”, frisou o coronel.

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