Compartilhamentos

Um barco com características especiais de resgate da Capitania dos Portos do Pará está ajudando nas buscas pelo pescador Andrei Luiz de Souza Almeida, de 30 anos, que desapareceu em um naufrágio na última quinta-feira, 19, na Ponta do Cambú, na costa amapaense, às proximidades do município de Calçoene. A Marinha não descarta a possibilidade de Andrei estar vivo.

O barco faz um serviço de arrastão nas proximidades do local do naufrágio. “Como o naufrágio ocorreu em uma área em que a profundidade chega no máximo a 10 metros, podemos usar essa embarcação especial que usa uma rede para puxar qualquer objeto que esteja submerso. Claro que o serviço dos mergulhadores iniciados na segunda-feira continuam”, explicou o comandante da Capitania dos Portos do Amapá, Capitão Lúcio Marques.

Capitão Lucio Marques: navio especial está ajudando nas buscas

Capitão Lucio Marques: navio especial está ajudando nas buscas

Segundo o comandante, o serviço dos mergulhares agora será focado na embarcação. Eles querem ter a certeza de que o pescador não está preso dentro do barco. “Nós acreditamos também que o pescador pode ter sido arrastado para a costa amapaense, distante cerca de 30 quilômetros do local do acidente. Os moradores de uma comunidade ribeirinha nas proximidades do município de Calçoene acharam um botijão de gás que era do barco. Então, ainda não desistimos da ideia de que o pescador possa estar vivo”, contou Lúcio Marques.

O acidente que ocorreu na quinta-feira foi relatado à Capitania apenas no sábado, fato que explica a demora da entrada da Marinha nas buscas. Um relatório pericial deve ser finalizado em três meses para apontar as causas do naufrágio. O laudo será baseado nos relatos de cinco pessoas que foram resgatadas por uma equipe do Corpo de Bombeiros. Nos primeiros depoimentos, essas pessoas contaram que as ondas muito altas acabaram afundando o barco.

Compartilhamentos