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Os casos de violência doméstica já estão no topo das ocorrências policiais, de acordo com os relatórios estatísticos da Secretaria de Segurança Pública (Sejusp). Esse tipo de ocorrência já superou as denúncias de poluição sonora, que historicamente sempre estiveram em primeiro lugar. O secretário Gastão Calandrini destacou a preocupação dos órgãos da Segurança Pública em trabalhar pela diminuição dos casos de violência doméstica. No ano passado, foram 1.342 casos registrados de violência doméstica, contra 1.302 apurados em 2013. Ou seja, os números só aumentam.

Os números foram apresentados em um evento no Centro de Referência em Atendimento a Mulher (Cram). O evento marcou o reinício das atividades públicas do Cram, que recebe mulheres vítimas de violência.

Recentemente a promotora Alessandra Moro, apresentou dados de um levantamento realizado em 2014 sobre o perfil dos atendimentos na Promotoria de Violência Doméstica. Em 77% dos casos, as mulheres que relataram a primeira denúncia na delegacia contra seus parceiros já tinham sofrido agressões anteriores. Os motivos estão frequentemente ligados a falta de diálogo do casal, intolerância e ciúmes. Outro dado importante revelado pela pesquisa da promotoria é que a maioria dos agressores possui renda igual ou até um salário mínimo, e suas companheiras não possuem renda própria.

Há cinco anos como titular da promotoria, Alessandra Moro vivencia os reflexos da violência dentro dos lares amapaenses.”Quando o homem agride uma mulher, ele não está atingindo só a ela, mas também a família inteira. O comportamento violento do pai influencia negativamente na educação dos filhos e pode criar um ciclo de violência dentro da mesma família”, ressaltou.

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