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O baixo contingente das forças policiais na fronteira do Amapá é um limão que precisou ser transformado em limonada pelos agentes de diferentes corporações no município de Oiapoque (590 quilômetros da capital). Para contornar essa dificuldade, eles uniram forças. Policiais civis, federais, rodoviários e militares, tem se apoiado mútua e constantemente em grandes e pequenas operações, especialmente no combate ao tráfico de armas e drogas. O último caso, na sexta-feira, 27, resultou em duas prisões por furto em um sítio, além  da apreensão de uma espingarda de fabricação russa.

Por plantão, cada corporação costuma escalar 4 policiais e 1 delegado

Por plantão, cada corporação costuma escalar 4 policiais e 1 delegado

As investigações começaram ainda na sexta-feira quando um homem correu para uma floresta fugindo da abordagem de policiais rodoviários federais.  Na escapada ele deixou um saco para trás. Dentro dele havia munição calibre 12 e uma moto-serra.  Depois que os objetos foram apresentados na Delegacia da Polícia Civil de Oiapoque, agentes iniciaram as investigações.

Dois homens, tio e sobrinho, foram localizados e presos. O tio, Silvan Pantoja, confessou que tinha escondido a espingarda na floresta, próximo da BR-156. A arma e outros objetos tinham sido furtados de um sítio onde o sobrinho Jonatan Pantoja Araújo trabalha. Ele já tinha passagem pela polícia por agressão a menores e porte ilegal de arma de fogo.

Tio e sobrinho presos. Fotos: Ciosp Oiapoque

Tio e sobrinho presos. Fotos: Ciosp Oiapoque

Policiais das três corporações se uniram para vasculhar a floresta enfrentando chuva, ramais e atoleiros.  O objetivo era impedir que a arma fosse parar nas mãos de outros bandidos. O esforço valeu a pena. A arma foi localizada e os dois indiciados por furto e posse. “O proprietário da espingarda, Dilson Francisco Pinheiro, também responderá em outro inquérito por posse ilegal”, informou o delegado da Polícia Civil, Charles Correa.

Os policiais prometem continuar a limonada em Oiapoque para compensar o baixo efetivo. A cada plantão, as polícias Federal e Civil costumam escalar apenas 4 policiais e um delegado cada uma. O mesmo ocorre com a Polícia Rodoviária Federal.  

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