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O programa “A Hora Santa”, que completa 21 anos, vai ter 14 horas ininterruptas nesta Sexta-Feira Santa. O programa é apresentado pelo radialista Reginaldo Santos, de 50 anos. Este ano o programa será transmitido ao vivo da quadra da igreja Jesus de Nazaré, mas já foi por muito tempo, apresentado nos estúdios da Rádio Amapá FM 93,3. A Hora Santa começa às 5 horas da manhã com muito louvor, agradecimentos e mensagens bíblicas.

Em uma entrevista concedida a SelesNafes.Com, Reginaldo Santos fala das dificuldades e conquistas do programa que hoje agrega católicos e evangélicos na Sexta-Feira Santa. Apesar de ser conhecido por essa data, A Hora Santa é um programa apresentado todos os sábados das 5 horas às 7 horas da manhã na emissora. Acompanhe a entrevista.

SelesNafes.Com: De onde surgiu o nome do programa?

Reginaldo Santos: Eu apresentava um programa chamado Desperta Amapá que ia ao ar das 5 horas às 8 horas. Quando era 6 horas eu parava 5 minutos para rezar o Pai Nosso e tocava uma música do padre Zezinho. O público começou a interagir pedindo músicas, e isso nos forçou a passamos de 5 minutos para 1 hora de adoração. Daí o nome do programa. Então fizemos a proposta para a emissora, que nos deu três alternativas: Sexta-Feira Santa, Corpus Cristi e Finados. Um diretor da emissora já falecido chamado Reinaldo Gonçalves sugeriu a Sexta-Feira Santa e eu aceitei.

A foto registra a festa de 10 anos do programa A Hora Santa

A foto registra a festa de 10 anos do programa A Hora Santa

SN: O que mais marcou no primeiro programa?

RS: Ah, com certeza a música que hoje é o BG do programa que é o hino “Um Certo Galileu”, do padre Zezinho. Na época ouvíamos a música no vinil e hoje temos digital. Essa música simboliza todo nosso amor, carinho e dedicação ao programa.

SN: Como era a dinâmica de apresentação nos primeiros programas?

RS: Até o sexto programa era só eu no estúdio fazendo apresentação, atendendo telefone, lendo cartas e colocando as músicas. Para ser sincero isso me deixava nervoso.

CDs são distribuídos gratuitamente durante o programa

CDs são distribuídos gratuitamente durante o programa

SN: O que mudou nesses 21 anos?

RS:  Quando a gente começou, o programa era apresentado de dentro do estúdio e hoje fazemos ao vivo da quadra da Igreja Jesus de Nazaré.

SN: Quando você percebeu que o programa havia crescido e que você precisava de ajuda?

RS: Foi pelo sétimo programa. Lembro que convidei o Dione, de um grupo jovem chamado Eterna Aliança. E ele vinha pra cá com violão e três pessoas para cantar e me ajudar. O oitavo programa foi apresentado no refeitório da TV Amapá porque a estrutura do estúdio não comportava mais o público que queria participar, as bandas e os fãs que queriam assistir a apresentação do programa.

Coral que acompanha o programa

Coral que acompanha o programa

SN: Quando surgiu a ideia de apresentar o programa fora do estúdio da rádio?

RS: Isso foi uma demanda de público mesmo. As pessoas lotavam a frente da emissora tentando assistir o programa ao vivo. Quando iniciamos a distribuição de CDs, a coisa cresceu ainda mais. Na primeira vez distribuímos 100 CDs, mas a procura era grande. Então, tivemos a necessidade de aumentar o número de CDs e o espaço também.

SN: No início só você apresentava, mas e hoje?

RS: Antes era só o Reginaldo e Companhia Limitada. Hoje espontaneamente, temos cerca de 20 colaboradores. Mas em cada programa sempre aparece um amigo que na hora colabora conosco. Toda vez que eu dou um CD eu pego nome, telefone e data de nascimento da pessoa.Isso é para eu poder lembrar e criar uma amizade. Quando temos conhecidos doentes ou passando por momentos de felicidades também mandamos abraços pelo programa aos sábados.

Essa foto registra a apresentação do 15º programa

Essa foto registra a apresentação do 15º programa

SN: O que você acha da participação evangélica no programa?

RS: Sempre convivo com as bandas das igrejas evangélicas. É como o papa Francisco coloca, a gente deve se unir porque falamos do mesmo Deus. Eu acredito que somos o único programa que abrimos esse espaço. Temos muitos parceiros jovens evangélicos. Isso mostra que Deus está nos unindo. Isso é o mais importante.

SN: A interação do programa é principalmente por meio do telefone. Nesses 21 anos você já deve ter ouvido muitas histórias. Fala um pouco disso.

RS: Eu já ouvi críticas positivas, lamentações, pessoas que ligam para desabafar da vida espiritual, pais que pedem oração pelo filho que está perdido nas drogas, pedido de desculpas entre casais, oração pelo filho que está preso. Não é só mulher, mas já ouvi muitos homens chorarem no programa. Já aconteceram casos que eu não sabia o que dizer, mas ouvi as pessoas até o fim e pedi forças a Deus.

Colaboradores do programa. Hoje são mais de 20 pessoas

Colaboradores do programa. Hoje são mais de 20 pessoas

SN: Me conta uma situação que o programa ajudou famílias.

RS: Tem um jovem que ouviu o programa no ano passado. Ele era muito problemático e usava drogas. Teve um momento que fiz um apelo sobre isso. Ele ouviu o programa quando tinha acabado de voltar de uma festa. Hoje ele já me agradeceu pelas palavras e não é mais viciado. Eu não fiz nada. Apenas passei a mensagem de Jesus. Foi Ele que operou o milagre. Esse jovem acorda aos sábados para nos ouvir. Ele vai estar no programa amanhã.

SN: Você passa mais de 12 horas apresentando. Como é a preparação?

Reginaldo Santos: Uma semana antes do programa a gente já começa a preparar tudo. Mas, eu posso te falar que a preparação é só a ansiedade. Eu durmo e me alimento normalmente. É só Jesus que age. Eu também não sei fazer uma preparação para o que vou falar. Só faço um roteiro de apresentações e sigo. Eu chego cedo, peço orientação a Deus e ao Espírito Santo. Eu passo o dia todo com a graça de Deus. Quando o programa termina é que vem a fome e o cansaço.

Ensaio das bandas que participam das apresentações

Ensaio das bandas que participam das apresentações

SN: O programa dessa sexta terá 14 horas de duração. Qual a novidade para os ouvintes?

RS: A maior surpresa é a distribuição do nosso CD com esse encarte novo que fala das paróquias da Diocese de Macapá. Muita gente que participa de uma igreja não sabe a história da igreja, tanto católicos quanto evangélicos. Esse encarte conta a história de 12 paróquias com suas dificuldades e vitórias. A coordenação do evento trabalhou desde novembro nisso e amanhã vamos entregar com muito amor.

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