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Dez anos depois do início da obra e com investimento de mais de R$ 1,2 milhão, o Restaurante Popular, localizado no Bairro do Pacoval, Zona Norte, parece que finalmente vai abrir as portas. Depois de várias datas que não foram concretizadas em gestões anteriores, a obra acaba de ganhar uma nova previsão de entrega, junho. Desta vez a prefeitura diz que falta apenas a inspeção final do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS).

A proposta inicialmente é fornecer pelo menos 200 refeições por dia para trabalhadores de baixa renda.

“Nós tivemos várias dificuldades financeiras, pregão eletrônico e encomenda de equipamentos. Tudo foi vencido e temos todos os equipamentos no restaurante. Nesse momento falta apenas uma inspeção do MDS que certificará a capacidade e qualidade do restaurante. Temos previsão dessa visita para antes de junho”, frisou a secretaria de Desenvolvimento Econômico de Macapá, Suely Colares.

Equipamentos comprados para preparação das refeições: inspeção final pode abrir as portas do restaurante

Equipamentos para exposição dos alimentos: inspeção final pode abrir as portas do restaurante

O restaurante teve sua obra iniciada em 2005, ainda na gestão do prefeito João Henrique, hoje vereador pelo PR. A obra chegou a parar na administração dele. Seu sucessor, Roberto Góes, atualmente deputado federal, também não conseguiu concluir a obra.

A estrutura física do restaurante ficou pronta em 2008, mas não tinha equipamentos. Os recursos destinados para esse fim retornaram aos cofres do Governo Federal. Em 2013, a obra teve que ser readequada ao modelo exigido pela Vigilância Sanitária que determinou a instalação de uma câmara frigorífica para congelar os alimentos e outra para resfriar.

Cozinha readequada às exigência do Ministério do Desenvolvimento Social

Cozinha readequada às exigência do Ministério do Desenvolvimento Social

O restaurante já tem empresa licitada para servir alimentos. “A prioridade é trabalhar de baixa renda, mas isso não significa que outras pessoas não possam ser atendidas. Pelo contrário, todos serão aceitos. Mas pedimos bom senso de quem tem melhores condições financeiras”, destacou a secretaria.

Segundo o projeto, o espaço do refeitório é para 150 pessoas com rotatividade, podendo chegar a 200 refeições ao preço de R$ 2, mas com o custo de R$ 7,50 para a prefeitura. O restaurante custará R$ 55 mil por mês.

Além da alimentação, o trabalhador Dentro do Restaurante Popular terá uma sala de leitura e uma área de descanso.

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