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Cerca de 3 mil professores da rede municipal da capital entraram em greve na manhã desta quinta-feira, 16. O primeiro ato foi pedir apoio da Câmara de Vereadores para que haja um entendimento a prefeitura. A categoria pede um reajuste salarial de 13,01%.  

O reajuste do piso foi determinado pelo Ministério da Educação em janeiro deste ano, mas prefeitura de Macapá que alega falta de receita para cumprir. Atualmente um professor municipal ganha R$ 1.669. Com o reajuste exigido o salário aumentaria para R$ 1.917. A última greve da categoria ocorreu em 2011.

Secretário de Administração da PMM, Carlos Michel Miranda: arrecadação insuficiente

Secretário de Administração da PMM, Carlos Michel Miranda: arrecadação insuficiente

“Já fizemos várias rodadas de negociação, assembleias e paralisações. Mas a prefeitura não nós apresentou contraproposta. Então, decidimos entrar em greve. Mas queremos negociar, sim. Estamos esperando uma resposta da prefeitura”, esclareceu o membro da executiva municipal do Sinsepeap, Ailton Costa.  

Os profissionais foram ouvidos pelos vereadores que formaram uma comissão para participar da mesa de negociações. Além do reajuste, os profissionais querem discutir progressão funcional, plano de carreira, promoções, atualização de tabelas e concurso público.

“Vamos apresentar uma nova proposta à categoria. Mas a gente espera que pelo contexto financeiro que a prefeitura tem, eles possam compreender a situação e voltar para sala de aula. Porque quem perde com tudo isso é o aluno que fica sem aula”, destacou a secretária municipal de Educação, Antônia Andrade.

Ailton Costa do Sinsepeap em busca de diálogo

Ailton Costa do Sinsepeap em busca de diálogo

Segundo a Secretaria Municipal de Administração, Macapá não tem arrecadação para suportar o reajuste. “Apesar do cenário não ser bom, a prefeitura está se esforçando para encontrar um número que atenda à classe sindical. Vale lembrar que a educação é prioridade no município. Nós tivemos muitos avanços no ano passado  e hoje os cenários mudaram, mais a prioridade é a mesma”, frisou o titular da pasta, Carlos Michel Miranda.

Para o presidente da Comissão de Educação da Câmara dos Vereadores, Washington Picanço (PSB), a lei deve ser cumprida já que esse é o valor mínimo estabelecido pelo MEC.

“No ano passado o prefeito Clécio Luís aprovou um projeto que incorporou 39,5% à regência de classe dos professores a fim de que o município cumprisse a lei federal do piso salarial. É lei. Tem que cumprir”, argumentou o vereador.

Professores ocuparam as galerias da Câmara

Professores ocuparam as galerias da Câmara

Depois de serem ouvidos pelos vereadores, os professores combinaram de aguardar em frente ao prédio da prefeitura o término da reunião entre a comissão e os gestores de várias secretarias. A reunião deve durar boa parte da tarde.

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