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Comerciantes que trabalham no Mercado Central convivem com constantes arrombamentos e roubos. No feriado da Semana Santa o prédio histórico foi novamente arrombado por ladrões que levaram desde garrafas de café até liquidificadores. Os comerciantes reclamam da insegurança. Existe box que já foi arrombado 17 vezes.

Segundo os comerciantes, o mercado foi arrombado na sexta-feira, 3, à tarde. Três boxes foram invadidos. Os ladrões entraram através de uma janela do banheiro que foi quebrada. O espaço possui apenas vigilante à noite. O Mercado Central funciona de 6 horas até 17 horas diariamente. Outro arrombamento foi registrado há dois meses.

Marilucia Souza perdeu seus equipamentos de trabalho

Marilucia Souza perdeu seus equipamentos de trabalho

O Mercado Central foi inaugurado em 1953 pelo então governador Janary Gentil Nunes e o prefeito Claudomiro de Moraes. O objetivo foi criar um espaço para a comercialização dos produtos da roça que eram desembarcados no Trapiche Eliezer Levy. Na época, o trapiche era o principal ponto de embarque e desembarque em Macapá. Famílias japonesas vieram para a capital trabalhar no mercado junto com os macapaenses.

Hoje o espaço está praticamente abandonado. Muitos boxes estão fechados e os poucos que ainda resistem convivem com a insegurança. “Eu gosto de trabalhar aqui, mas desse jeito não dá. Levaram meu liquidificador, garrafa de café e a chapa. Desse jeito como vou trabalhar?”, questionou a comerciante Marilucia Souza, que trabalha há um ano no mercado.

A venda de refeições é a principal atividade no Mercado Central

A venda de refeições é a principal atividade no Mercado Central

Dentro do mercado são comercializados basicamente gêneros alimentícios e refeições consumidas por quem trabalha no comércio. “Eu vivo com o rendimento dessa lanchonete. Essa é a 17ª vez que me roubaram em três anos que trabalho aqui. Quem vai pagar meu prejuízo? Onde estava o vigia daqui?”, desabafou Antônio Soares.

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