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O pequeno amapaense Carlos Daniel Cardoso Pereira, de apenas 7 anos, atravessa o momento mais crítico de sua luta contra a leucemia. Ele está em coma induzido há quatro dias na UTI do Hospital Santa Marcelina, em São Paulo. A intenção dos médicos é proteger o cérebro de Carlos que nos últimos dias não vinha respondendo a estímulos.

O problema é uma infecção que surgiu logo depois de uma sessão de quimioterapia, tratamento que destrói a imunidade do paciente deixando-o completamente fragilizado. “Ele não estava reagindo aos estímulos, então os médicos resolveram induzi-lo ao coma e entubálo para proteger seu cérebro. Os exames que vão determinar os antibióticos corretos devem ficar prontos na terça ou quarta-feira”, explicou Agenilson da Silva, pai de Carlos e acompanha o filho sozinho em São Paulo desde setembro do ano passado.

Carlos (de camisa vermelha) no início do tratamento ao lado do pai e de outro paciente do Amapá.

Carlos (de camisa vermelha) no início do tratamento ao lado do pai e de outro paciente do Amapá.

Carlos Daniel foi diagnosticado com leucemia linfoide aguda, o grau mais alto de leucemia infantil. Ele estudava no Sesi em Macapá e levava uma vida normal até que as febres e indisposições começaram. A evolução da doença foi muita rápida, e o garoto precisou ser transferido em uma UTI aérea para São Paulo.

Carlos passou a simbolizar a luta de outros pequenos amapaenses que precisaram deixar o Amapá em busca de tratamento em São Paulo e outros centros mais avançados no tratamento de câncer e outras doenças.

Esse drama é agravado pelos atrasos constantes no repasse de ajuda financeira do governo do Estado por meio do Programa de Tratamento Fora do Domicílio (TFD). Apenas na semana passada foi que a Secretaria de Estado da Saúde anunciou o pagamento referente aos três primeiros meses deste ano.

Quando uma criança precisa sair do Amapá para se tratar em outro estado, famílias inteiras são despedaçadas. A maioria dos pais vende tudo, larga emprego, faculdade, e vai embora para se dedicar ao parente em tratamento.

Um dia, quem sabe, garotos como Carlos e tantos outros não precisarão mais sair do Amapá, e suas famílias poderão ficar aqui, unidas em corpo e oração. 

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