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Um acordo na noite de sexta-feira, 10, entre a Companhia de Trânsito de Macapá (CTMac) e o Sindicato das Empresas de Transportes Públicos (Setap) impediu a paralisação do sistema de transporte coletivo da capital marcada para a próxima terça-feira, 13. As empresas alegam que, apesar da defasagem da tarifa em relação a custo, serão obrigados a conceder reajuste salarial para a categoria de rodoviários.

A tarifa em Macapá é a mais barata do Brasil, R$ 2,10, e está congelada desde agosto de 2011 por decisão da Justiça. As empresas, que mantém 200 veículos em circulação, cobram da prefeitura a publicação de um calendário tarifário que fixe datas de reajuste anuais, além de investimentos em mobilidade urbana, no caso o melhoramento das ruas e avenidas. As empresas se queixam-se dos altos custos com a manutenção dos veículos.

Cristina Badinni diz que vai esperar Justiça se pronunciar

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O setor também se ressente dos sucessivos reajustes dos tributos e no preço do diesel. Além disso, os rodoviários exigem reajuste salarial de 17% e aumento de 70% no valor as horas extras. A categoria também ameaça deflagrar uma greve.

As empresas ingressaram recentemente na Justiça com um pedido de revisão da tarifa em função dos aumentos efetuados este ano no preço dos combustíveis. O Setap também alega que a maioria das capitais corrigiu as tarifas por causa dos combustíveis. “Não vemos outro recurso”, ponderou o presidente do Setap, Décio Melo, referindo-se à paralisação das empresas.

Na reunião de ontem, representantes da CTMac e do Setap chegaram a um acordo, mas também houve impasses. As empresas não querem retirar da Justiça uma nova ação interposta no mês passado, por considerar que a prefeitura vem protelando há muito tempo uma tomada de decisão.

Décio Melo, presidente do Setap: outras capitais já corrigiram a tarifa

Décio Melo, presidente do Setap: outras capitais já corrigiram a tarifa

Apesar de reconhecer que a tarifa de Macapá é a mais barata do país, a presidente da CTMac, Cristina Baddini, diz que não pode tomar uma decisão enquanto a Justiça não se pronunciar. “Quando eles ingressaram na Justiça tiraram essa questão das minhas mãos”, frisou a presidente da companhia, Cristina Baddini.

A CTMac propôs ajudar nas rodadas de negociação salarial com os rodoviários, e o aceno acalmou os ânimos das empresas.

A paralisação para a próxima terça-feira, 13, já tinha sido comunicada à CTMac dentro do prazo mínimo de antecedência de 72 horas, conforme prevê a legislação sobre serviços essenciais. Com o acordo, o ato fica suspenso, pelo menos por enquanto.

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