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Vigilantes e militantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT) protestaram na manhã desta terça-feira, 07, na Praça da Bandeira contra a aprovação do Projeto de Lei Federal que permite a terceirização de atividades fins no serviço público. O protesto é um ato nacional da categoria. Em Macapá, os vigilantes também exigem que os trabalhadores sejam aproveitados empresa de vigilância LMS, que começou a prestar serviços ao Estado.

Segundo o Sindicato dos Vigilantes do Amapá, cerca de 440 trabalhadores da empresa Pointer estão desempregados porque não foram contratados pela nova empresa de segurança do estado, a LMS. “Os servidores não foram absorvidos pela nova empresa. Então iniciamos esse ato de luta pelo emprego sucessório. Temos uma cláusula constitucional que garante que a nova empresa contrate esses profissionais que já estão no mercado”, ressaltou o presidente do sindicato, Roberto Farias.

Roberto Farias, Sindicato dos Vigilantes: reaproveitamento do pessoal pela LMS

Roberto Farias, Sindicato dos Vigilantes: reaproveitamento do pessoal pela LMS

Nesta tarde, às 17 horas, os vigilantes devem se reunir com representantes da Procuradoria Geral do Estado e LMS para negociar a contratação de servidores. A direção da LMS, no entanto, diz que aproveitar os trabalhadores. “Quando a LMS saiu do contrato no ano passado, nenhuma empresa absorveu nossos servidores, mas não iremos fazer isso. Nós iremos aproveitar todo esse pessoal na medida da nossa capacidade”, informou o empresário Luciano Marba, proprietário da LMS.

PL da terceirização

O ato dos servidores também marcou a adesão ao Dia Nacional de Lutas da CUT. A central é contra o projeto de lei 4.330, que institucionaliza a terceirização de atividades fins, como a contratação de professores, por exemplo. Outra mudança promovida pela lei é a retirada do Estado do polo passivo em conflitos judiciais. Hoje, quando um trabalhador entra com ação de cobrança, o Estado também é considerado parte solidária no processo.

Ivaneia Alves, da CUT: contra a terceirização e a retirada do governo do polo passivo

Ivaneia Alves, da CUT: contra a terceirização e a retirada do governo do polo passivo

“Esse projeto que será votado pela tarde no Congresso Nacional é nefasto porque ele ataca os direitos dos trabalhadores. A autorização de atividades terceirizadas é extremamente danosa as centrais trabalhadoras”, defendeu a secretária geral da CUT no Amapá, Ivaneia Alves.

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