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Uma cena incomum quebrou a rotina no campus da Unifap na tarde desta quinta-feira, 16. A Polícia Militar foi chamada para averiguar a situação de um suspeito detido pela guarda patrimonial da instituição. Ao ser abordado pelos funcionários, ele alegou que estava em investigação, mas na verdade não se trata de um policial.

Jailson Borges Santos, de 22 anos, foi detido por agentes da guarda próximo da quadra poliesportiva em atitude suspeita. “Nós o abordamos e ele parecia bastante desorientado, talvez sob efeito de entorpecentes. No início ele tentou desconversar sobre o assunto, mas logo depois contou que fazia parte de uma investigação, e que estava a serviço do Batalhão de Operações Especiais (Bope)”, contou o plantonista da guarda interna da Unifap, Aclésio Santos.

Depois que o suspeito se identificou como policial, o 1º Batalhão da PM foi chamado. Já na presença da guarnição, o suspeito contou outra história afirmando que na verdade fazia parte do 1º batalhão.

“Na primeira versão ele contou que era do Bope. Logo depois ele mudou a história dizendo, que fazia parte da Diretoria de Comunicação da PM. Mas nós procuramos pelo nome contido na carteira de motorista que estava com ele e não houve reconhecimento em nosso sistema sobre um policial com o nome apresentado”, contou o tenente Jonas, do 1º BPM.

Como nenhuma das versões apresentadas pelo suspeito foi confirmada, a PM o conduziu até a sede da Polícia Federal já que a Unifap é área federal. A Unifap é cenário constante de assaltos e furtos. No último roubo de grande repercussão na agência bancária do campus, os bandidos fizeram funcionários de reféns antes de serem presos.

Reportagem e foto: Anderson Calandrini

 

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