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Uma briga que começou em uma boate e terminou dentro do Conjunto Mucajá, no Bairro do Beirol, em Macapá, deixou um saldo de dois apartamentos incendiados.  Dois homens são procurados como autores do incêndio.

De acordo com a Polícia Militar,  na noite de sábado, 4, dois grupos rivais que moram no Mucajá teriam se encontrado em uma festa na boate que funciona na sede do Trem Desportivo Clube, na Avenida Feliciano Coelho, Bairro do Trem. Houve confronto, mas ninguém foi preso.

Apartamentos ficaram destruídos. Fotos e reportagem: Jair Zemberg

Apartamentos ficaram destruídos. Fotos e reportagem: Jair Zemberg

Por volta das 3h30min da madrugada deste domingo, 5, dois homens agredidos na boate foram até o apartamento 302, no terceiro andar do bloco 7 do Mucajá. Eles estavam atrás de um dos integrantes do grupo rival que tinha se envolvido na confusão ainda na boate. Ele não foi encontrado no local. “Diante disso tocaram fogo no apartamento”, informou um policial do 6º BPM.

Na foto, crianças aguardam  sem saber direito o que está havendo

Na foto, crianças aguardam sem saber direito o que está havendo

As chamas se espalharam rapidamente queimando colchão e a mobília, e não demorou para alcançar o apartamento vizinho.  Houve desespero. Famílias que estavam dormindo se acordaram com gritos e a fumaça, e tiveram que descer até o térreo em busca de segurança. Dentro de um dos apartamentos em chamas, um dos moradores queria se atirar pela janela do terceiro andar, mas depois conseguiu fugir pelas escadas. Ele foi levado para o Hospital de Emergência com suspeita de intoxicação por inalação de fumaça.

Um morador queria se jogar do terceiro andar para escapar das chamas

Um morador queria se jogar do terceiro andar para escapar das chamas

O Corpo de Bombeiros chegou rapidamente e conseguiu impedir que o fogo alcançasse outros apartamentos.  A polícia procura por dois bandidos identificados apenas como “Munrrá” e “Cão”, que seriam menores de idade.

Nenhum morador quis falar com a reportagem de SelesNafes.Com. No Mucajá, a única lei que impera é a “lei do silêncio”. Depois da saída da PM e do Corpo de Bombeiros,  dois homens em uma moto circularam pelas ruas ostentando armas para intimidar os moradores.  

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