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Dezenas de residências no município de Ferreira Gomes (a 105 quilômetros de Macapá) já foram atingidas pelo transbordamento do Rio Araguari depois que uma “ensecadeira” teria se rompido na última quarta-feira, 6, na construção da hidrelétrica de Cachoeira Caldeirão, na cidade vizinha de Porto Grande (30 quilômetros separam as duas cidades).  A Defesa Civil do Estado confirmou que o Araguari já está mais 2 metros acima do nível normal.

Água desce com velocidade para Ferreira Gomes. Fotos enviadas por moradores

Água desce com velocidade para Ferreira Gomes. Fotos enviadas por moradores

A ensecadeira é uma espécie de muro que desvia o curso do rio para que haja uma área seca onde outras construções podem ser realizadas. Uma dessas ensecadeiras se rompeu possivelmente por causa das chuvas que fizeram o nível do Araguari subir.

As causas do alagamento em Ferreira Gomes ainda não ficaram muito claras. Uma das possibilidades é de que com o rompimento da ensecadeira, a hidrelétrica da Ferreira Gomes Energia (que já está em funcionamento) tenha aberto as comportas para aliviar a pressão sobre sua barragem, o que teria encaminhado uma grande quantidade de água em direção à cidade de Ferreira Gomes.

Dezenas de imóveis já foram atingidos. Defesa Civil ainda não sabe calcular quantos

Dezenas de imóveis já foram atingidos. Defesa Civil ainda não sabe calcular quantos

Dezenas de casas no Bairro Beira-Rio, em Ferreira Gomes, estão com água acima dos assoalhos e o nível continua subindo. Prédios públicos já teriam sido atingidos, como a sede do Ministério Público e o prédio do Fórum. A água passou por cima do muro de arrimo da cidade.

Moradores observam o rio avançar nas ruas

Moradores observam o rio avançar nas ruas

A Defesa Civil enviou no início da tarde desta quinta-feira, 7, dezenas de militares para a área atingida. “Ainda não sabemos as causas, mas a água está descendo com muita velocidade para a cidade. A régua que usamos lá já está em 4,20 metros, mais de 2 metros acima do normal”, explicou o coordenador da Defesa Civil do Amapá, Janary Picanço. “Só nas próximas 24 horas teremos um quadro da real situação”, acrescentou. 

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