Compartilhamentos

O agente penitenciário Alessandro Lamarão da Silva, acusado de ter matado com um tiro o estudante Cristian Borges, de 22 anos, no último sábado, 02, responderá pelo crime em liberdade. A defesa do acusado conseguiu o habeas corpus alegando que o funcionário do Iapen agiu em legítima defesa, é réu primário, funcionário público e tem residência fixa.

“O advogado justificou ao Juiz que o agente agiu em legítima defesa, pois os jovens e os amigos agiram contra a integridade física do Alessandro e sua família, motivo que o levou a atirar contra o jovem”, informou o presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciário, Jailson Mafra.

Cristian morreu um tiro que teria sido disparado pelo agente penitenciário

Cristian morreu um tiro que teria sido disparado pelo agente penitenciário

Na delegacia, Alessandro afirmou que agiu em legítima defesa com o intuito de defender a sua família do grupo de jovens. Quando o agente se aproximou para bater uma foto da festa que estava sendo feita em frente à Igreja evangélica da qual é membro, os jovens teriam se revoltado. 

Segundo a esposa do agente, o objetivo era fotografar a festa para mostrar ao proprietário do prédio, que seus parentes usavam o local para fazer festas tarde da noite e com isso rescindir o contrato de aluguel. Porém, os jovens não teriam gostado da atitude do agente e cercaram o carro em que o mesmo estava com a família. “Os jovens vieram para cima, e ele para se defender atirou para assustar”, garantiu em depoimento a esposa do acusado.

Essa versão que foi contestada pelos familiares do jovem morto. Para eles o agente atirou após uma discussão com o primo da vítima. Na versão do primo da vítima o agente se alterou quando foi indagado sobre o porquê das fotografias.

“Ele estava super alterado, fora de si. Me xingando, dizendo que era o dono do prédio. Estava mentindo porque os donos do lugar somos nós. Ele me deu um tapa no peito. Quando meu primo viu que ele ia atirar me puxou e foi atingido”, relatou o primo da vítima na delegacia.

Segundo Jailson Mafra, o agente está em liberdade, mas não voltou para a sua residência porque estaria recebendo ameaças. Agora ele aguarda ser chamado pelo juiz para responder pelo caso.

 

Compartilhamentos