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A prioridade às famílias vítimas da enchente em Ferreira Gomes faz parte de uma das duas frentes de trabalho criadas pelo governador Waldez Góes (PDT) que foi pessoalmente até o município acompanhar o trabalho das equipes de governo. Ele também determinou que sejam apuradas as responsabilidades pela inundação.

Já ficou claro que a enchente foi uma consequência de operações das duas hidrelétricas do Araguari para controlar o nível do rio que subiu muito por causa das chuvas. O problema é que elas não avisam as autoridades sobre o que poderia ocorrer.

Pelo menos 3 mil pessoas, segundo o governo, foram desalojadas. De acordo com a Defesa Civil, o nível do Rio Araguari subiu 5 metros em apenas 5 horas e mil residências foram atingidas.

O governador usou uma lancha para ver de perto os estragos causados pela enchente

O governador usou uma lancha para ver de perto os estragos causados pela enchente. Fotos: Ascom/GEA

O governador comandou uma reunião na sede da prefeitura de Ferreira Gomes com representantes do Ministério Público Estadual, Justiça do Amapá, Defesa Civil, empresas responsáveis pelas hidrelétricas, Secretaria de Relações Institucionais, Secretaria de Inclusão e Mobilização Social (Sims), além de representantes da comunidade, e definiu que a Defesa Civil tem o comando de todas as operações na região.

“Não queremos ser surpreendidos novamente, já que a meteorologia prevê ainda muitas chuvas nas cabeceiras do Araguari nos próximos dias”, explicou Waldez.

Waldez Góes cobrou dos órgãos de fiscalização que apurem o fato “com o máximo rigor”.  “É preciso transparência total sobre os fatos ocorridos aqui”, afirmou.

Nesta sexta-feira, 8, haverá um novo encontro para avaliar o que já foi feito. 

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