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Amapá tem grandes vantagens comparativas quando o assunto é uma nova estratégia de desenvolvimento econômico do país. Foi o que disse na manhã desta terça-feira, 5, em Santana, o ministro de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, Mangabeira Unger. Acompanhado do governador Waldez Góes (PDT) ele inspecionou a Companhia Docas de Santana.

A Companhia Docas de Santana está recebendo investimento privado de um conglomerado de transportadoras que pretende escoar a soja pelo Amapá até a Ásia e Europa, mas é preciso que a estrutura seja ampliada para a exportação de outros produtos. A Cianport, holding do Matogrosso, já construiu 3 silos de armazenagem de grãos.

Ampliação do porto voltará a ser debatida no Fórum de Governadores. Foto: Agência Amapá

Ampliação do porto voltará a ser debatida no Fórum de Governadores. Foto: Agência Amapá

Além da exportação de grãos, Unger destacou a organização de uma indústria madeireira contemporânea sustentável, o aproveitamento das riquezas minerais e a organização de uma nova produção de cereais.

“Para tudo isso é preciso ter estrutura portuária. Há uma relação inquebrantável entre a estrutura portuária que aqui se encontra e esse novo paradigma de produção que o Amapá começa a organizar”, afirmou.

Contudo, ele afirmou que o Estado não pode ser apenas um corredor logístico. “De um lado precisa existir o escoamento dos grãos do Centro-Oeste e do outro lado a exportação dos produtos que se produzem aqui”.

“Dentre nossas vocações, podemos destacar o setor mineral, a agricultura, a pesca, a certificação de madeira – que estamos trabalhando para ainda esse ano lançarmos o edital – e todas essas questões, sejam elas de produção local ou integração com a produção regional, passam pela nossa infraestrutura portuária”, destacou o governador Walde Góes.

A ampliação do porto e outras potencialidades do Amapá voltarão a ser discutidas no Fórum de Governadores da Amazônia, que deverá ter a data definida no dia 29 de maio, em Mato Grosso.

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