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Chove muito na BR-156, no trecho entre os municípios de Oiapoque e Calçoene. Mesmo assim, técnicos do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Secretaria de Transportes do Estado (Setap) e de uma empreiteira, tentam achar a melhor solução para os estragos produzidos por uma enxurrada que abriu uma fenda na rodovia, isolando o extremo Norte do restante do Estado. O “plano A” é instalar um bueiro e compactar com aterro. O “plano B” é construir uma ponte de madeira.

Equipes dos dois órgãos e da empresa estão desde o fim da tarde de sábado, 2, no local. Caminhões carregados de madeira e manilhas saem hoje de Macapá e só devem chegar ao local no fim do dia.

Em alguns trechos a fenda tem 4 metros de profundidade

Em alguns trechos a fenda tem 4 metros de profundidade

Caminhões de cargas e ônibus intermunicipais estão parados na estrada, alguns há mais de 18 horas. 

“Até o início da tarde deste domingo (3) queremos fazer o transbordo de todas as pessoas que estão isoladas dos dois lados para que apanhem transporte. É impossível até atravessar a pé”, disse no sábado à noite o superintendente do Dnit no Amapá, Fábio Vilarinho. Já na manhã de domingo, 3, depois da construção de um pequeno desvio, o tráfego foi liberado para veículos de passeio.

A colocação de uma manilha ou a construção de uma ponte de madeira depende da força da água que corre por um vale e rompeu o bueiro que passava debaixo da BR. São pelo menos 4 metros de profundidade em alguns trechos.  Se tudo der certo, o Dnit estima liberar o tráfego na BR até a próxima quarta-feira, 6.

Caminhões parados ao longo da BR

Caminhões parados ao longo da BR

Ainda no sábado, a Setrap emitiu uma nota responsabilizando o governo anterior pelo incidente. Por pelo menos dois anos esse trecho da BR não teria recebido manutenção. Confira a nota:

NOTA

O Governo do Amapá informa que apesar dos esforços empenhados nos últimos quatro meses para a conservação da BR-156, a ocorrência de fortes chuvas no Estado somados ao descaso da gestão anterior, que por mais de dois anos não fez a conservação da estrada, provocou uma fissura no leito da rodovia, na altura do Km 90, próximo ao distrito de Cassiporé-Oiapoque, interrompendo o tráfego naquele trecho da rodovia.

O GEA mobilizou a Polícia Rodoviária Federal, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), e os órgãos de Estado de Defesa Civil, a Polícia Militar, as Secretarias de Estado de Transportes (Setrap) e da Inclusão e Mobilização Social (SIMS) e a empresa responsável pela manutenção da rodovia, bem como a Companhia de Eletricidade do Amapá, para que juntos realizem a avaliação da situação e adoção de providências para assistir as comunidades afetadas e restabelecer o mais rápido possível o tráfego na rodovia.

Os órgãos de segurança e Defesa Civil recomendam que a população evite o deslocamento para o trecho interrompido até que a situação esteja normalizada.

Em breve serão emitidos novos boletins com atualizações da situação.

 

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