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Enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem protestaram em frente à Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) nesta segunda-feira, 11.  Melhores condições de trabalho e aumento salarial são as principais reivindicações. Cerca de 70% dos profissionais ficarão de braços cruzados até terça-feira, 12, às 15 horas, quando começam as negociações com o governo.

Segundo a Sesa, o Amapá possui 6,5 mil servidores na área da saúde. A maioria é formada por técnicos, enfermeiros e auxiliares.  A categoria exige melhores condições de trabalho, plano de saúde, pagamento de 4 progressões atrasadas e reajuste salarial de 36%.

Os servidores ficam sem trabalhar até terça-feira, 12, quando serão abertas as negociações

Os servidores ficam sem trabalhar até terça-feira, 12, quando serão abertas as negociações

“A mesa de negociação inicia na terça-feira. Mas já queremos adiantar que não vamos nos curvar quanto à falta de material, leitos, alimentação adequada e um atendimento digno para a população. Outro dia cheguei a atender em um plantão de 12 horas 283 pessoas. Como eu vou oferecer condições para o usuário?”, reclamou a técnica de enfermagem do Pronto Atendimento Infantil, Natalina Mendes.

Secretário Pedro Leite: os servidores precisam entender a situação financeira do Estado

Secretário Pedro Leite: os servidores precisam entender a situação financeira do Estado

O orçamento da Sesa é de R$ 600 milhões para 2015, mas a secretaria afirma que a folha de pagamento vai ficar em torno de R$ 400 milhões, além de uma dívida de 337 milhões. “Já fomos notificados pelo sindicato e na terça-feira vamos dialogar para encontrar a melhor maneira possível de atender as demandas da classe. Mas é preciso que o servidor entenda a real situação financeira do Estado”, explicou o secretário de Saúde, Pedro Leite.

De acordo com a categoria, a data base dos servidores somada às perdas de anos anteriores o reajuste tem que ser de 36%. “Queremos melhorias para aprimorar o atendimento para a população. Já aconteceram situações de comprarmos até remédios para os pacientes. Não tem condições de continuar desse jeito. Queremos dignidade para nosso trabalho”, reclamou o técnico de enfermagem do Hospital de Emergência, Miguel Arcanjo Mouro.

 

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