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Está acontecendo em todo o Brasil a Semana Nacional dos Museus. Neste período os museus realizam programações culturais para chamar atenção da população para os seus conteúdos históricos e culturais. No Amapá, sete museus deveriam estar com as portas abertas para receber o público. Porém, um dos mais importantes, o Museu Histórico Joaquim Caetano, que congrega muito da história do Amapá, não participa da programação de 2015 porque está fechado.

O museu não recebe o público desde dezembro de 2014 por problemas estruturais. Segundo o secretário de Estado da Cultura, Disney Silva, goteiras estavam prejudicando as obras.

“Quando fizemos o levantamento em janeiro, notamos que as obras que estavam sofrendo modificações por conta das infiltrações que atingiam o prédio. Tivemos que levá-las para um local com estrutura especial para que elas não fossem perdidas”, explicou o secretário.

Urnas funerárias indígenas fazem parte do acervo do museu

Urnas funerárias indígenas fazem parte do acervo do museu

A Secult informou que o prédio está passando por reformas internas, primeiramente voltadas ao teto para conter as goteiras e infiltrações. A previsão é que o museu seja reaberto em julho deste ano.

“Por isso a necessidade de fecharmos o local para uma reforma. Precisamos revitalizar o prédio histórico para que nossa história não se perca. Hoje, de forma simultânea estamos fazendo obras hidráulicas”, disse Disney.

Museu tem um acervo rico de peças arqueológicas e históricas

Museu tem um acervo rico de peças arqueológicas e históricas

O Museu Joaquim Caetano foi fundado oficialmente em 1990 e instalado no prédio onde funcionava no século XIX a antiga intendência de Macapá. O nome foi em homenagem ao médico e diplomata gaúcho, que escreveu a obra L’Oyapoc et L’Amazone (1861), que foi usada na elaboração da defesa apresentada pelo Barão do Rio Branco, que definiu os direitos do Brasil na questão de limites com a França em 1900.

O museu recebeu um acervo rico da história social e antropológica do Amapá. Fazem parte desse acervo urnas funerárias dos povos indígenas Maracá e Cunani, encontradas nas escavações arqueológicas realizadas no Estado. Objetos pessoais do primeiro governador do Amapá, Janary Gentil Nunes, e do herói amapaense na luta pela defesa da fronteira Francisco Veiga Cabral, conhecido como Cabralzinho.

 

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