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Na tarde desta quinta-feira, 14, os representantes das hidrelétricas instaladas no rio Araguari, Cachoeira Caldeirão, Ferreira Gomes Energia e Coaracy Nunes, se reuniram com diretores do Instituto do Meio Ambiente e de Ordenamento Territorial do Amapá (Imap) para começar a traçar o plano de emergência, que tem o objetivo de evitar que novas enchentes ocorram nos municípios banhados pelo Araguari.

O principal ponto em questão foi o estudo de impacto e ação para evitar, por exemplo, uma ruptura de barragem, o que já seria um caso extremo e poderia causar um estrago muito maior ao município de Ferreira Gomes.

“O caminho é a produção de um estudo que possa garantir respostas imediatas, com ações que possam evitar novas enchentes, ou pelo menos que garanta a redução do impacto nas cidades”, explicou o chefe do Setor de Licenciamento Ambiental do Imap, Denis Nunes.

O plano de emergência tem o objetivo de evitar o caos que ocorreu em Ferreira Gomes

O plano de emergência tem o objetivo de evitar o caos que ocorreu em Ferreira Gomes

O plano deve contemplar ações voltadas para a Defesa Civil, que deverá atuar de forma rápida em casos de vazão como a que aconteceu no dia 07 de maio, quando 40% da cidade de Ferreira Gomes foi inundada, atingindo cerca de 1.400 pessoas. Os representantes das empresas não concederam entrevistas sobre o ocorrido durante a reunião desta quinta, mas debateram abertamente a ações que devem colocar em prática.

O representante da EDP Engenharia, responsável pela construção da Hidrelétrica Cachoeira Caldeirão, disse no encontro que o melhor caminho é unir os estudos de impacto de cada hidrelétrica formando um estudo maior que possa destacar medidas protetivas e de pronta resposta às possíveis vítimas de sinistros.

Os representantes das hidrelétricas foram unânimes em dizer que tal plano não pode ser traçado em uma reunião, ou apenas em 10 dias. A ideia é juntar especialistas das áreas da física e da engenharia para a confecção de um plano embasado em referenciais teóricos, buscando estudos já existentes que possam garantir a segurança das pessoas e das hidrelétricas.

No dia seguinte à enchente em Ferreira Gomes, o Imap assinou um TAC que estipula que esse plano emergencial seja entregue em um prazo de 10 dias. O prazo finaliza no dia 18 de maio.

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