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O jornalista Humberto Baía, que mora na cidade de Oiapoque, decidiu ir até o KM-70 da BR-156 no sentido para Macapá. Ele queria ver de perto o sufoco de viajantes que lutam contra os atoleiros para prosseguir viagem.

Almoço improvisado na beira da estrada. Fotos: Humberto Baía

Almoço improvisado na beira da estrada. Fotos: Humberto Baía

As fotos e o breve relato são de Baía, que conversou com passageiros de ônibus, motoristas e outras pessoas que chegam a passar mais de 2 dias nos atoleiros. Eles improvisam o almoço na beira da estrada usando peixes e outros alimentos que estão nos caminhões presos nos atoleiros e que precisam chegar em Oiapoque para abastecer o comércio.

Caminhão completamente preso seguia para Oiapoque

Caminhão completamente preso seguia para Oiapoque

“Depois de ouvir vários relatos sobre o estado da BR-156, fui ao local para constatar. Encontrei caminhoneiros, motoristas e passageiros que já estavam na estrada havia mais de 36 horas tentando chegar à cidade de Oiapoque.

Na estrada, todos são solidários

Na estrada, todos são solidários

É uma viagem com hora para sair, mas sem hora para chegar. Situação difícil para os moradores de Oiapoque, cidade a quase 600 quilômetros de distância, e que depende de energia gerada por usina térmica.

Duas equipes da Secretaria de Transportes do Estado (Setrap) e de uma empresa estão no local tentando amenizar os obstáculos da estrada, mas é difícil.

Passageiros precisam atravessar os atoleiros caminhando

Passageiros precisam atravessar os atoleiros caminhando

Na estrada todos são solidários. Todos se ajudam. Se não fosse isso, o sofrimento seria bem maior”, diz o jornalista.

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