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O IBGE divulgou o desempenho de vendas do comércio varejista no Amapá no mês de março e o resultado não foi bom. Até houve crescimento em relação a fevereiro, mas os dados também apontam queda na comparação com o mesmo período do ano passado. A pesquisa registrou um decréscimo da ordem de – 0,5%.

No resultado acumulado as variações foram de 6,1% no trimestre e de 8,8% nos últimos 12 meses. No chamado “varejo ampliado”, que inclui o comércio de itens como veículos e material de construção, houve variação negativa em relação também na comparação com março de 2014. As taxas oscilaram entre -2,7% e – 2,8%.

Segundo o Ibge, setores do varejo como a venda de carros teve decréscimo. Foto: Arquivo/Site

Segundo o IBGE, setores do varejo como a venda de carros tiveram decréscimo. Foto: Arquivo/Site

No acumulado, o resultado positivo foi de apenas 4% no ano e de 2,2% nos últimos 12 meses. A pesquisa completa pode ser acessada na página 
www.ibge.gov.br/home/estatistica/indicadores/comercio/pmc/

O Amapá está entre os 14 estados que tiveram desempenho ruim no varejo. Das 27 unidades pesquisadas, houve resultado positivo em apenas 13.

Na Amazônia, quem se saiu bem foram: Roraima (22,5%); Acre (13,6%) e Rondônia (6,5%). No restante do país os maiores recuos no Mato Grosso (- 8,3%), São Paulo (- 0,4%) e Goiás (-6,7%). 

Economista Jurandil Juarez: migração para outras necessidades

Economista Jurandil Juarez: migração para outras necessidades. Foto: Alap

Os economistas acreditam que apesar do resultado aparentemente ruim, isso não significa que todo o comércio varejista esteja perdendo. “Há perdas sim, mas também há ganhos em outros setores. Na crise as pessoas tendem a migrar seus gastos para outras necessidades. É por isso que há recuos específicos, mas você vê os supermercados e atacadões sempre lotados”, avalia o economista e ex-secretário de Planejamento do Estado Jurandil Juarez.

Segundo ele, o Amapá tem uma tendência a sentir mais duramente recuos de meio por cento no comércio por ser um setor que junto com serviços e o funcionalismo representam 87% do PIB do Estado.

“A estagnação da economia é mais forte nas economias que não produzem e só consomem, diferentemente do que ocorre em São Paulo. Estados como o Amapá tem maior facilidade de entrar em recessão e maior dificuldade de sair dela”, acrescenta.

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