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O segundo dia de julgamento, nesta terça-feira, 2, de Cleiton Ramon Soares Ribeiro, de 25 anos, foi marcado por uma acusação do próprio indiciado. Diante do juiz João Guilherme Lages, Ramon reafirmou a tese da defesa de que agiu sob forte emoção em legítima defesa, e acrescentou um detalhe: a faca do crime seria de uma das vítimas. 

Ramon é acusado de matar a ex-namorada Estéfani da Rocha Gomes, e o amigo dela, Elias da Silva Dias Siqueira no dia 25 de agosto de 2014. Na versão de Ramon, a faca usada no crime pertenceria a Elias.

Acusação diz que Estéfani   era perseguida pelo ex-namorado ciumento. Foto: Reprodução Facebook

Acusação diz que Estéfani era perseguida pelo ex-namorado ciumento. Foto: Reprodução Facebook

“Meu cliente contou que agiu em legítima defesa, já que o Elias estava com a faca. Ele contou que havia apenas batido na janela, e que se defendeu quando Elias puxou a faca”, contou o advogado de Ramon, Andrey Pinheiro.

A acusação, no entanto, apresentou uma testemunha que confirmou que vendeu a faca para o Ramon horas antes do crime. As acusações também apontam que no dia em que Estefani da Rocha Gomes e Elias foram mortos, em outro acesso de ciúmes Ramon teria quebrado o carro de outro amigo da ex-namorada por conta de uma carona.

Agora à tarde a defesa apresenta argumentos para que Ramon seja condenado apenas pelo assassinato de Estéfani com o atenuante da violenta emoção, defendendo a tese de legítima defesa em relação à morte de Elias.

Por volta das 16 horas, defesa e promotoria iniciaram a fase de réplica e tréplica, que são as considerações finais diante dos jurados. A sentença deve ser lida até o início da noite.

Reportagem: Anderson Calandrini

Foto: João Frota

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