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No início da noite desta sexta-feira, 26, o Programa de Tratamento Fora do Domicílio (PTFD), por meio de assessoria jurídica, se manifestou sobre o caso do bebê Carlos Emanuel que morreu por conta de complicações de uma cardiopatia congênita, uma anormalidade na estrutura e função do coração. A viagem de Carlos para o Rio Grande do Sul, onde foi disponibilizado um leito, não aconteceu por recomendação médica, segundo a Secretaria de Saúde.

Segundo a assessora jurídica do PTFD, Adrile Silva de Medeiros, Carlos já estava incluído no Cadastro Nacional de Regulação de Leitos de Alta Complexidade. Com isso, foi disponibilizado um leito para ele em um hospital no Rio Grande Sul, onde a criança deveria passar por uma cirurgia para corrigir o problema do coração.

“Ele deveria ter viajado para o Rio Grande do Sul na quinta-feira, porém, o médico que estava acompanhando o caso, informou que nesse momento ele não poderia ser transferido, pois não tinha condições clínicas, mesmo em uma UTI aérea. Ele recomendou que a viagem fosse adiada até que houvesse melhora no quadro de saúde da criança”, explicou Adrile de Medeiros.

A assessora jurídica do PTFD também informou que Carlos deveria passar por uma hemodiálise antes da viagem, já que ele apresentava um problema renal. Segundo ela, um dos rins não estava funcionando bem. Por conta dessa complicação o bebê faleceu na manhã desta sexta-feira. A Secretaria de Saúde afirmou ainda que Carlos estava recebendo toda a medicação necessária.

Agora, o leito disponível deve ser entregue a outro bebê amapaense, que já foi selecionado, e que também sofre de cardiopatia congênita.

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