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A Procuradoria Geral do Estado (PGE) encaminhou à Delegacia Geral de Polícia pedido de abertura de inquérito para investigar as contas bancárias do ex-governador do Estado, Camilo Capiberibe (PSB). Tudo porque a Justiça, que decretou a indisponibilidade dos bens do ex-gestor, também não encontrou dinheiro nas contas dele que estão bloqueadas até o limite de R$ 54 milhões.

O bloqueio das contas e a indisponibilidade dos bens ocorreram no mês passado por decisão da 4ª e da 5ª Vara Cível de Fazenda Pública de Macapá, mas nas duas contas vasculhadas só foram encontrados cerca de R$ 20 (vinte reais).

Procurador geral do Estado, Narson Galeno: contas do governador sem dinheiro

Procurador geral do Estado, Narson Galeno: contas do governador sem dinheiro. Foto: Agência Amapá

A PGE encaminhou todas as cópias dos autos do processo para que a Delegacia Geral abra inquérito policial. Os procuradores do Estado também protocolaram pedido de apuração na Promotoria de Investigação Criminal do Ministério Público. O prazo para que o MP inicie as investigações é de 60 dias e termina em meados de julho.

“O objetivo é que o MP possa realizar denúncias nas varas criminais de Macapá. É preciso saber se ele (Camilo) tem bens e onde estão esses bens já que não encontramos dinheiro”, explicou o procurador geral do Estado, Narson Galeno.

A PGE também avalia a possibilidade de pedir a quebra do sigilo bancário do ex-governador, mas isso vai depender de uma análise mais apurada que possa determinar se uma nova ação nesse sentido provoque algum dano de paralisação nas demais ações que já tramitam.

Camilo Capiberibe e o primo Juliano Del Castilho, ex-secretário de Planejamento, respondem a ações de improbidade administrativa porque o governo descontava empréstimos dos salários dos servidores e não repassava para bancos e outros agentes financeiros. O montante retido chega a R$ 54 milhões.

Em outra ação, a PGE responsabiliza os ex-gestores pelo prejuízo que o Estado teve ao pagar com atraso uma parcela da dívida da CEA com a Eletronorte no valor de R$ 29 milhões. A parcela deveria ter sido quitada no dia 15 de novembro passado, mas só foi repassada na atual gestão no dia 13 de janeiro com mais de R$ 3 milhões em juros e multas.

A assessoria de imprensa dos ex-gestores informou apenas que Camilo Capiberibe está recorrendo contra o bloqueio das contas e a indisponibilidade de seus bens. Em seu perfil no Twitter, o ex-governador diz que foi notificado e irá se defender. “Não tenho o hábito de fugir e nem de me esconder”. 

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