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A direção do Pronto Atendimento Infantil (PAI) garantiu nesta terça-feira, 9, que dentro de três dias voltará a atender normalmente e a receber novas internações. Na segunda-feira, 8, a Promotoria de Saúde Pública fez uma inspeção surpresa no hospital e concluiu que o lugar não tem condições adequadas de atendimento e nem de trabalho.

Entre os fatos mais graves estão a falta de alguns medicamentos como azitromicina, e equipamentos essenciais como monitores e respiradores artificiais.

De acordo com a direção do PAI, existem mais de 60 crianças internadas por problemas respiratórios, crises convulsivas e desidratação.

Zoraima Maramalde, diretora do PAI, admite a precariedade

Zoraima Maramalde, diretora do PAI, admite a precariedade: “a dedetização foi necessária”

Cerca de 70% dos atendimentos são de urgência e emergência. Outros 30% são situações que poderiam ser resolvidas em unidades de saúde.

A diretora do PAI, Zoraima Maramalde, alega que a suspensão de novas internações foi causada pela reforma e dedetização do hospital. Ela admite a precariedade da estrutura.

“A estrutura do hospital está ultrapassada. A população duplicou e o hospital continuou o mesmo. Tem crianças internadas pelos corredores. A dedetização é necessária. Nós sentimos muito pelas famílias, mas a previsão de melhorias e novas internações são para quinta-feira. Já a melhoria na infraestrutura só quando as obras terminarem e o hospital for ampliado”, explicou  Zoraima Maramalde.

Equipe que inspecionou o PAI encontrou corredores lotados

Equipe que inspecionou o PAI encontrou corredores lotados

O PAI está sendo dedetizado desde semana passada. Segundo a diretora, isso não acontecia há 4 anos, aumentando o risco de infecções e bactérias hospitalares. Por isso, muitas salas não dedetizadas e até o centro cirúrgico foram realocados em outras salas já dedetizadas.

Hoje, o PAI realiza até 300 atendimentos diários de crianças de todo o estado e ilhas paraenses. Além da enorme demanda, as obras do Hospital da Criança (o PAI é um anexo do hospital) ficaram paradas por quase seis meses, já que o Governo do Estado não tinha recurso para pagar a empresa responsável pela obra.

Apenas na semana passada que uma parte da dívida foi quitada e os trabalhadores voltaram aos postos de trabalho.

O PAI possui mais de 15 anos e nunca foi reformado. Com a ampliação por meio das obras, a unidade terá mais 17 leitos.

 

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