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A família Silva já recorreu ao Ministério Público, Secretaria de Saúde do Estado e Defensoria Pública da União, mas ainda não conseguiu uma resposta positiva na luta desesperada para salvar Carlos Emanuel, de apenas 29 dias de vida. Os médicos da Maternidade Mãe Luzia recomendaram a transferência imediata do bebê para fora do estado, a fim de fazer uma cirurgia no coração.

A criança nasceu com o coração do lado direito do peito e as veias invertidas. O Amapá não tem estrutura para a cirurgia, além de não possuir o medicamento necessário para manter o coração do bebê em atividade.

Patrícia Barros, mãe de Carlos: desespero

Patrícia Barros, mãe de Carlos: desespero

Carlos Emanuel nasceu no dia 6 de maio na maternidade Mãe Luzia numa cesariana foi complicada. A criança tem uma cardiopatia grave e está internada na UTI desde então. A alimentação é feita por sonda e um tubo cirúrgico mantém o coração da criança bombeando sangue para todo o corpo.

“Nossa grande dificuldade é conseguir ajuda, primeiro para comprar o remédio prostaglandina, que mantém o fluxo do sangue. Além disso, queremos tirar ele do estado para fazer a cirurgia de correção. Ele precisa de UTI aérea e uma vaga em outro hospital”, destacou o pai da criança, Jairo Silva Nunes.

O pai já deu entrada nos documentos para ter acesso ao Tratamento Fora de Domicílio (TFD), mas até agora não houve posicionamento da Secretaria de Saúde. A família também pediu ajuda na Defensoria Pública da União e no MPE, mas também sem resultado.

 

Segundo os médicos, sem a operação e os medicamentos, a criança tem poucas chances porque a passagem do fluxo de sangue irá de fechar.

“Queremos sair com o nosso filho daqui. Todos os outros estados do Brasil fazem essa cirurgia que ele precisa. Mas nossa grande dificuldade é encontrar um leito em outro hospital e UTI área disponível. Já pedimos ajuda para todos e estamos desesperados porque ninguém nos deu previsão”, desabafou a mãe, Patrícia Barros da Silva, de 29 anos.

O nome da criança está na lista para vagas em um hospital no Rio Grande do Sul, mas até esta manhã, 5, não havia previsão de leitos disponíveis.

 

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