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No início da noite desta terça-feira, 2, o juiz João Guilherme Lages proferiu a sentença de Cleiton Ramon Soares Ribeiro, de 25 anos, acusado por dois homicídios, o da ex-namorada, Estéfani da Rocha Gomes, e do amigo dela, Elias da Silva Dias Siqueira. Ramon foi condenado a 36 anos de prisão em regime fechado, sendo 18 anos por cada homicídio.

Para a defesa do acusado, a condenação foi positiva porque pelos dois crimes Ramon pegou quase 50% da condenação que poderia chegar no total a 60 anos.

Julgamento de Ramon durou dois dias. Tese de legítima defesa não foi aceita

Julgamento de Ramon durou dois dias. Tese de legítima defesa não foi aceita

“Claro que ainda vamos recorrer e entrar com uma apelação, mas para um contexto geral a condenação foi positiva, já que foi aplicada quase a metade da pena máxima”, avaliou o advogado Andrey Pinheiro.

O advogado tem agora um prazo de cinco dias para entrar com apelação no caso. “Vamos tentar um novo júri para reavaliar a pena. E também vamos entrar com um pedido de remição de pena, com dias de trabalho e estudo, com o intuito de reduzir a pena ainda mais”, acrescentou Pinheiro.

A tese de que a morte de Elias ocorreu em legítima defesa não foi aceita pelo júri e Ramon foi condenado por duplo homicídio. De acordo com o Código Penal, um condenado pode diminuir um dia de pena a cada três dias trabalhados, e 24 horas de pena a cada 72 horas de estudo.

Dos 36 anos de pena, Ramon já cumpriu 7 meses, período que ficou preso à espera do julgamento.

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