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Os servidores do Judiciário iniciaram a segunda greve do ano na manhã desta terça-feira, 9, com um ato público em frente ao Fórum de Macapá. A primeira paralisação foi considerada ilegal pela própria Justiça no fim do mês passado. Nesta manhã, os servidores cruzaram os braços por um reajuste salarial de 8,13%, entre outras medidas.

“Hoje mantivemos os 30% dos funcionários trabalhando como exige a lei e não vamos dar abertura nenhuma para a justiça declarar nosso movimento ilegal”, frisou o presidente do Sindicato dos Serventuários da Justiça (Sinjap), Jocenildo Moura.

Presidente do Sinjap, Jocenildo Moura: "sem brecha"

Presidente do Sinjap, Jocenildo Moura: “sem brecha”

A categoria possui 980 funcionários em todo o estado. Além da revisão do reajuste, fixado em 4% pela direção do tribunal, os servidores querem o pagamento das diligência negativas (quando os oficiais não conseguem entregar as intimações), promoção, qualificação e planos de carreira e salários.

O sindicato voltou a afirmar que o tribunal prioriza a remuneração dos magistrados.  “Os juízes receberam 16% de reajuste. Já o servidor não merece nem o que está previsto na inflação? A justiça deveria fazer seu papel e de fato ser justa com quem trabalha e merece respeito e dignidade”, reclamou uma funcionária que preferiu não ser identificada.

A primeira greve foi considerada ilegal numa ação movida pelo próprio Tribunal de Justiça. A sentença do juiz Luciano Assis declarou que o sindicato não respeitou a permanência mínima em atividade de 30% dos servidores efetivos, o que teria comprometido os trabalhos do Judiciário.

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