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Motoristas e cobradores de ônibus em greve fizeram um protesto em frente ao prédio da prefeitura de Macapá na manhã desta terça-feira, 16. Os trabalhadores e as empresas travam uma guerra no campo da informação. O Sindicato dos Rodoviários diz que 60% dos profissionais aderiram ao movimento, e as empresas falam em menos de 10%. A entidade diz que 100% dos ônibus estão circulando porque motoristas que estavam de folga foram convocados para trabalhar.

O sindicato diz que a categoria não aceita os 9% de reajuste salarial proposto pelo Sindicato das Empresas de Transportes (Setap). Quatro empresas operam o sistema de transporte em Macapá totalizando 200 ônibus.

Genival Cruz, presidente do Sincotrap, diz que apenas 40% estão trabalhando

Genival Cruz, presidente do Sincotrap, diz que apenas 40% estão trabalhando

A frota atende 100 mil usuários por dia, e 2 milhões por ano. A classe é formada por cerca de 1,2 mil funcionários, sendo que, segundo o sindicato, 60% aderiram à greve.

“Apenas 40% do serviço está funcionando hoje. Os colegas estão parados nas garagens e outros estão aqui no movimento. Estamos em greve embandeirando nossa campanha salarial. Hoje fazemos esse protesto em frente à prefeitura para tentar chamar atenção”, comentou o presidente do Sincotrap, Genival Cruz.

Os rodoviários querem o aumento para R$ 50 mil do fundo de auxílio à saúde, 17% de reajuste salarial e redução da jornada diária de trabalho de 7 para 6 horas. Eles também exigem a mudança imediata da catraca do ônibus para a parte dianteira do veículo.

“Temos uma carga horária exaustiva. Trabalhamos 7 horas dentro de um ônibus sem as mínimas condições de saúde. Temos muitos problemas de coluna por causa dos buracos da cidade e pela catraca ser atrás, onde o impacto é maior no servidor”, destacou o cobrador e vice-presidente do Sincotrap, Max Délis.

Profissional fazem ato em frente ao prédio da PMM

Profissional fazem ato em frente ao prédio da PMM

O Sindicato das Empresas diz que apenas 30 trabalhadores, entre cobradores e motoristas, cruzaram os braços. “Chamamos os motoristas de folga e isso normalizou o sistema. Pela manhã nós contabilizados apenas 5% dos profissionais na greve”, comentou o assessor do Setap, Renivaldo Costa.

Tentativa de acordo

A CTMac afirma que tentou mediar um diálogo entre os rodoviários e Secretaria de Transportes, mas os trabalhadores não aceitaram as propostas do Setap.

“Tentamos mediar um acordo justo para as partes, mas os rodoviários querem o pagamento total do reajuste, e não parcelado como propôs o Setap. Respeitamos a greve desde que o sindicato mantenha o percentual de serviço garantido por lei”, frisou a presidente da CTMac, Cristina Baddini.

Uma reunião entre Sincotrap e Setap deve ocorrer amanhã no Ministério do Trabalho e será mediada pela CTMac.

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