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Com a chegada do verão começa também a temporada de pipas no céu. Uma brincadeira de criança que pode trazer muitos prejuízos quando entra em cena o cerol. Uma mistura de cola e vidro moído usada para “encerar” as linhas e tem como objetivo cortar a pipa adversária.

Mas a brincadeira despretensiosa pode causar sérios danos, principalmente aos motoqueiros, vítimas em potencial das linhas enceradas. Em 2014 foi registrado um caso de vítima do cerol. O motoqueiro Pedro Arnaldo do Rosário, de 42 anos, trafegava na Rodovia Duca Serra, onde foi atingido por uma linha com cerol e teve o pescoço cortado. O corte foi tão profundo que ele não resistiu.

No ano passado Pedro Arnaldo morreu depois ter o pescoço cortado por uma linha encerada

No ano passado Arnaldo morreu depois ter o pescoço cortado por uma linha encerada

O caso do motoqueiro Pedro Arnaldo é usado como exemplo negativo do uso do cerol pela Guarda Municipal, nas ações educativas em Macapá. Vale ressaltar que apenas os casos com vítimas fatais são passíveis de punições penais.

“Hoje nosso trabalho é puramente educativo. Mas retiramos dos jovens as linhas que estejam com cerol. São ações sem punições mais graves, que não amedrontam os jovens e eles acabam voltando a usar o cerol”, afirmou o comandante da Guarda Municipal de Macapá, Coronel Ubiranildo Macedo.

A apreensão de linhas com cerol vai continuar nas ruas e balneários

A apreensão de linhas com cerol vai continuar nas ruas e balneários

O maior problema em relação ao uso do cerol é a falta de regulamentação da Lei Municipal nº 1.455/2005, que dispõe sobre o uso desse produto, determinando, inclusive, punições às pessoas que forem pegas usando a substância. De acordo com a lei, é proibido o uso do cerol em linhas usadas para a sustentação de pipas e similares em ruas e logradouros públicos da cidade, com a aplicação de uma multa de R$ 150.

“Mas essa lei ainda não pode ser aplicada sem uma normatização. Isso nos impede de agir de forma mais rígida quanto ao uso do cerol em Macapá. O que podemos fazer é o recolhimento das linhas enceradas e trabalhar campanhas educativas em escolas e centro comunitários. Essa é uma forma de disseminar entre os jovens os malefícios que o cerol pode trazer à vida de terceiros”, explicou o comandante.

Ubiranildo Macedo: precisamos da regulamentação da lei municipal que prevê punições mais rígidas para quem usa cerol

Ubiranildo Macedo: é preciso regulamentar a lei municipal que prevê punições mais rígidas para quem usa cerol

Por conta dos empecilhos para a aplicação de medidas mais rígidas, o recolhimento das linhas com cerol será intensificada nesse período de férias de verão. A guarda também vai recolher garrafas de vidro que estejam sendo comercializadas em áreas com grande movimentação de pessoas.

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