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Nesta terça-feira, 30, a Promotoria de Saúde do Ministério Público Estadual voltou ao Pronto Atendimento Infantil (PAI) para saber se houve melhorias no acolhimento de crianças desde a última vistoria realizada no dia 08 de junho. Naquela ocasião, o MP e um grupo de deputados estaduais detectaram que muitos pacientes estavam recebendo atendimento médico no corredor por conta da superlotação.

De acordo com promotor André Araújo, houve uma pequena melhora no atendimento. “Percebemos a abertura de algumas enfermarias que estavam desativadas. Isso permitiu que algumas crianças saíssem do corredor. Mas, infelizmente, ainda faltam muitos recursos materiais e humanos para o atendimento digno à população”, relatou Araújo.

Na primeira visita o MP detectou crianças sendo atendidas no corredor

Na primeira visita o MP detectou crianças sendo atendidas no corredor

O promotor afirmou que na primeira visita foi verificado que os médicos estavam escolhendo quem iria sobreviver, já que não tinham recursos para atender de forma satisfatória todos os pacientes.

“A Promotoria da Saúde vai continuar acompanhando as condições de atendimento no Pronto Atendimento Infantil. Não descartamos a possibilidade de adotarmos medidas judiciais caso a Sesa não tome as medidas necessárias para melhorar o acolhimento”, concluiu o promotor.

Promotor André Araújo: vamos continuar observando

Promotor André Araújo: vamos continuar observando

A visita também contou com a presença da Comissão de Saúde da Assembléia Legislativa formada pelos deputados Jaci Amanajás (PROS), Antonio Furlan (PTB), Jory Oeiras (PRB) e Max da AABB (PSB).

Plano de ação

No início da semana, a Secretaria de Estado de Saúde anunciou que tem um plano de ação pronto para ser executado para melhorar o atendimento no Pronto Atendimento Infantil e no Hospital da Criança e do Adolescente (HCA). Com isso, problemas como superlotação, falta de fluxo de atendimento e estrutura física inadequada, serão amenizados.

Secretário Pedro Leite: Plano de ação vai amenizar os problemas

Secretário Pedro Leite: plano de ação vai amenizar os problemas

“Enquanto aguardamos a conclusão da obra do novo Hospital da Criança, prevista para o fim deste ano, vamos colocar em prática ações urgentes para melhorar o atendimento nas duas unidades hospitalares. O novo hospital terá 240 leitos, sendo 20 de UTI. A necessidade do Estado é 263 leitos. Ou seja, o Amapá será autossuficiente em termos de leito pediátrico”, explicou Pedro Leite.

O plano de ação está baseado em um levantamento feito por médicos, enfermeiros, assistentes sociais, arquitetos, engenheiros e fisioterapeutas que realizaram visitas técnicas nas duas unidades e apontaram os principais problemas e as soluções em curto, médio e longo prazos.

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