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Melhores condições de infraestrutura. Esse foi o principal apelo de professores, alunos e corpo técnico da escola estadual Ruth Bezerra, em protesto nesta sexta-feira, 26, na Zona Norte de Macapá.  A instituição de ensino completou 32 anos e nunca passou por uma reforma geral. Os ventiladores das salas de aula não funcionam e o forro está comprometido em praticamente todo o prédio. Isso sem contar com a fiação elétrica exposta. O calor na escola já chegou a 42 graus, afirmam os alunos.

Sem ventilados e fiação elétrica exposta salas são interditadas

Sem ventilados e fiação elétrica exposta salas são interditadas (fotos: Cassia Lima)

“Já pedimos ajuda da Secretária de Educação através de ofícios e laudos técnicos apontando a situação precária do prédio. Nossos alunos não podem estudar por causa do calor insuportável. Se nada for feito, não será possível retomarmos as aulas depois das férias de julho”, enfatizou o coordenador pedagógico da escola, Judenilson Amador.

Estudantes e professores ocuparam o canteiro central da Avenida Tancredo Neves

Estudantes e professores ocuparam o canteiro central da Avenida Tancredo Neves

A escola Ruth Bezerra possui 47 professores e pouco mais de 970 alunos do 5º ao 9º ano, nos turnos da manhã e tarde. Os estudantes moram nos bairros do São Lázaro, Pacoval, Renascer e Pantanal.

“Para se ter uma ideia, existem salas que já foram isoladas por causa da estrutura precária.O calor é tão intenso que trouxemos um termômetro para dentro da sala e ele marcou 42 graus. É mais proveitoso dar aula na calçada do que em uma sala quente. Os banheiros nem divisórias possuem”, revelou a professora de ensino especial, Shirley Silva.

Os manifestantes chamaram atenção de populares ao exibir cartazes e gritos de socorro em frente à escola, na Avenida Tancredo Neves. “É um calor infernal. Os banheiros não funcionam e já caíram pedaços do forro. Não dá mais”, frisou o aluno Bruno Menezes.

A professora Shirley mostra às condições precárias dos banheiros

A professora Shirley mostra às condições precárias dos banheiros

A Secretaria de Estado da Educação ficou de verificar a situação e se posicionar sobre o assunto, inclusive sobre os documentos que a escola alegou ter enviado.

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