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Humberto Baía, de Oiapoque – A BR-156 é a principal via de acesso para 11 municípios do Amapá. Do quilômetro zero em Laranjal do Jari até o extremo norte são mais de 800 quilômetros. Desse total, 120 quilômetros continuam sem asfaltamento. Pode parecer pouco, mas os atoleiros causados pelas fortes chuvas que ainda caem na região fazem parecer mil quilômetros. Esse cenário desolador é o trecho de Calçoene sentido Oiapoque, onde está chamado “Lote 3”.

Placa do Dnit com prazo de conclusão da obra. Fotos: Humberto Baía

Placa do Dnit com prazo de conclusão da obra. Fotos: Humberto Baía

A placa do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) informa que o investimento do governo federal foi de R$ 11.519.842,53 para serviços de manutenção e conservação da BR, com início da obra em 25 de novembro de 2010, e o término para 24 de novembro do ano passado

Ponte do Cassiporé ameaçava cair

Ponte do Cassiporé ameaçava cair

Mas nos nos últimos três meses de intensas chuvas, as comunidades cortadas pela estrada já contabilizaram racionamento de energia, isolamento e até a falta de alimentos.

É comum encontrar ao longo da BR caminhões com problemas mecânicos. Abreu dos Santos, caminhoneiro e empresário em Oiapoque, diz que já não aguenta mais fazer reparos no veículo.

O caminhoneiro Abreu dos Santos à espera de ajuda

O caminhoneiro Abreu dos Santos à espera de ajuda

Caminhão de seu Abreu à espera do mecânico

Caminhão de seu Abreu à espera do mecânico

Diferencial quebrado. A estrada é implacável

Diferencial quebrado. A estrada é implacável

Com o diferencial quebrado e esperando um mecânico, o motorista improvisou um acampamento à espera do socorro. Também há um carro carbonizado dentro de um atoleiro. Segundo relatos, o veículo bateu o assoalho em uma pedra dentro do buraco e pegou fogo.

Em acampamento o jeito é improvisar a refeição

Em acampamento o jeito é improvisar a refeição

Na semana passada, a ponte sobre o Rio Cassiporé ameaçou cair e está passado por reparos. Esta semana o prefeito de Oiapoque, Miguel Caetano, disse no Fórum das Cidades que há um enorme distanciamento entre os políticos e os problemas da região Norte do Estado. Com certeza um distância bem maior que os 800 quilômetros de BR.

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