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Servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) não conseguiram um acordo com o Governo Federal e mantêm a greve que já dura 10 dias. A categoria exige reposição salarial, incorporação da gratificação e redução da jornada de trabalho. O governo mostrou disposição em pagar a reposição salarial de forma parcelada, o que não foi aceito pela categoria. 

O INSS do Amapá tem quase 150 servidores, 70% deles estão de braços cruzados. De todos os serviços ofertados, apenas agendamentos e perícia médica ainda estão sendo feitos na sede do INSS, no Bairro do Laguinho.

Servidores do INSS não pretendem voltar ao trabalho sem um retorno positivo do Governo Federal

Servidores do INSS não pretendem voltar ao trabalho sem um retorno positivo do Governo Federal. Fotos: Cassia Lima

Os grevistas pedem reposição salarial de 27,3%, incorporação das gratificações no salário que chegam a 80% dos vencimentos, redução de jornada de trabalho de 40 para 30 horas, além de melhorias estruturais e de equipamentos nas agências do INSS.

“Vamos ficar parados por tempo indeterminado. Nossa gratificação está muito abaixo do nosso trabalho. As perdas salariais ultrapassam os limites da inflação. Nossas agências não suportam a demanda. Queremos oferecer um serviço melhor à população”, frisou o técnico do INSS, Benoni de Oliveira.

A greve nacional foi deflagrada no dia 4 de julho pela Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Saúde, Trabalho, Previdência e Assistência Social (Fenasps). O movimento já atinge pelo menos 16 estados, entre eles Amapá, São Paulo, Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte e Pará.

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