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O Ministério Público Federal no Amapá (MPF/AP) ajuizou denúncia contra dois brasileiros acusados de terem matado dois militares franceses em 2012, na Guiana Francesa. Eles também vão responder pela tentativa de homicídio de outros 22 militares na mesma época. O crime que ficou conhecido como “Caso Manoelzinho”.

Se condenados, Manoel Moura Ferreira, o Manoelzinho, e Ronaldo Silva Lima, o Brabo, podem pegar penas que variam entre 112 e 280 anos de reclusão. Atualmente, eles estão presos na Penitenciária Federal de Campo Grande, no Estado de Mato Grosso do Sul, onde aguardam julgamento desde junho de 2012, quando foram presos por agentes da Polícia Federal, no Amapá.

Militares franceses e policiais brasileiros quando procuravam Manoelzinho e seu bando

Militares franceses e policiais brasileiros quando procuravam Manoelzinho e seu bando. Fotos: AFP

Segundo as denúncias apuradas pela Polícia Federal, Manoelzinho chefiava um bando de criminosos muito conhecido nos garimpos ilegais na região de Dorlim, município de Maripasoula, na Guiana Francesa.

A Polícia Federal encontrou com os dois criminosos, armas calibre 12, fuzis AR-15 e pistolas. O armamento, segundo a PF, foi usado nos homicídios e nas ações criminosas contra as empresas que detinham a liberação para explorar o garimpo na região. Depois de preso, Manoelzinho confessou o assassinato dos dois militares. Confira a confissão gravada em vídeo.

“A violência na região era tamanha, que empresas mineradoras legalmente autorizadas para explorar os garimpos, foram expulsas por Manoelzinho e seu bando”, contou o procurador da República, André Estima, que assina a denúncia.

De acordo com o MPF, os criminosos conseguiram fazer uma emboscada contra uma operação militar realizada pelas Forças Armadas da França, que procurava garimpeiros ilegais na região. Foi quando os dois oficiais foram executados e outros ficaram feridos.

Manoelzinho era conhecido pela violência nos garimpos da Guiana Francesa

Manoelzinho era conhecido pela violência nos garimpos da Guiana Francesa

Como eles foram presos no Amapá, cabe à Justiça Federal julgar o caso. “Nossa Constituição não permite que eles sejam extraditados para serem julgados pela lei francesa. Cabe, então, ao MPF a ação penal e à Justiça Federal a competência de julgar”, explicou o procurador.

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