Compartilhamentos

A Associação dos Deficientes Físicos do Amapá (Adfap) reclama da falta de respeito e cumprimento de leis de acessibilidade no Estado. Segundo os associados, o problema engloba desde a falta de paradas de ônibus adequadas até o descaso com quem precisa de cuidados especiais. Os deficientes prometem fazer um protesto se nada for feito.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), baseado nas informações do Censo 2010, 28% dos amapaenses possuem algum tipo de deficiência física. A maioria enfrenta problemas relacionados a ônibus que não param, falta de prioridade nas filas de banco e outros órgãos, estacionamento que não é respeitado, banheiros especiais que servem de depósito e falta de atendimento médico domiciliar.

Cadeirantes reclamam da falta de acessibilidade na cidade

Cadeirantes reclamam da falta de acessibilidade na cidade. Fotos: Cassia Lima

“Para eu chegar até Macapá tenho que pagar passagem, porque as empresas que prestam serviço não colocam na linha ônibus adaptado, e por causa disso não posso sair de casa sozinha. Meus direitos não estão sendo respeitados”, desabafou a moradora do município de Mazagão, Diolanda Silva.

Atualmente a Adfap possui 430 deficientes associados. A maioria é residente de Macapá e reclama da falta de calçadas padronizadas, locais de lazer adequado, atendimento jurídico e resposta do poder público.

Dona Diolanda Silva vem de Mazagão em ônibus sem adaptação

Dona Diolanda Silva vem de Mazagão em ônibus sem adaptação

“Todos aqui já passaram por alguma situação constrangedora. Os mais debilitados sofrem com a falta de atendimento médico. Tem o caso de uma cadeirante que morreu esperando um remédio. Um outro cadeirante esperou por três meses um aparelho auditivo e não conseguiu. Tivemos que fazer uma coleta para comprar o aparelho. Hoje é cada um por si”, frisou o presidente da Associação, Marcos dos Santos.

Os portadores de necessidades especiais foram ouvidos pela comissão de Direitos Humanos da OAB e repassaram todas as demandas da Associação. Segundo o vice-presidente, Osny Brito, as denúncias serão apuradas e os órgãos e entidades citados serão fiscalizados pela OAB. O objetivo é pressionar cada órgão no exercício de sua função, e se necessário mover Ação Civil Pública por danos morais contra os responsáveis.

Compartilhamentos